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Opa sobre a PT: Bloco exige veto do Estado

Fernando RosasNa Assembleia da República, o deputado Fernando Rosas criticou a OPA sobre a PT, exigindo ao Estado que vete «uma operação desastrosa para o país». Para o deputado, a manter-se a OPA, cada português vai pagar do seu bolso cerca de 500 euros, e quatro mil trabalhadores qualificados podem ficar sem emprego. O PS respondeu pela voz do deputado Vítor Baptista: «deve ser o mercado a decidir».

O deputado do BE argumentou que o país «espera e exige uma empresa nacional de telecomunicações que sirva as necessidades estratégicas do país» e que o Governo tem de fazer com que o controlo «do maior grupo empresarial de Portugal permaneça no país». O deputado defende que amanhã, na assembleia de accionistas, o Governo utilize o seu poder de veto à desblindagem dos estatutos, para que a OPA não se possa concretizar: «Exigimos hoje que o Governo termine liminarmente esta operação especulativa e destruidora da economia e dos direitos dos consumidores. A OPA deve morrer para que a economia nacional respire de alívio», declarou o deputado do BE

Fernando Rosas referiu-se às perdas fiscais (cerca de 2 milhões de euros) que o negócio vai implicar, devido à ausência de taxação das mais valias detidas há menos de um ano e à «eliminação contabilística dos lucros da Sonae e da PT». «cada contribuinte português vai pagar do seu bolso cerca de 500 euros de impostos para financiar a PT pela Sonae: 500 euros em impostos não pagos pela empresa mas pagos pelos contribuintes», acrescentou o deputado.

Além das perdas financeiras do Estado, Fernando Rosas alertou também para o factod e estarem em perigo quatro mil postos de trabalho: «A Sonaecom defende abertamente a transferência de trabalhadores para outras empresas do grupo mas, na realidade, a sua proposta que está em cima da mesa, passa pelo desmembramento do grupo PT. Assim, são quatro mil os trabalhadores qualificados que poderão ficar sem emprego»

Em resposta, Vítor Baptista, deputado do PS, considerou «graves» as declarações de Fernando Rosas. «Vê-se que o Bloco não é democrático», acusou o deputado socialista, que defendeu que «deve ser o mercado a decidir» o desfecho da OPA sobre a PT.

Veja aqui a intervenção completa de Fernando Rosas

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