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ONU exige fim do cerco a Zelaya

Brasil consegue apoio a Zelaya no Conselho de SegurançaO Conselho de Segurança da ONU exige que o governo golpista das Honduras respeite o território da embaixada brasileira, onde o presidente Zelaya continua abrigado. À margem da reunião, ficou à vista a tensão entre a diplomacia brasileira e norte-americana.

 

"O Conselho de Segurança condena os atos de intimidação e pede ao governo de Honduras que deixe de fustigar a representação diplomática e ofereça todos os serviços necessários, como água, eletricidade, comida e o restabelecimento das comunicações. O respeito e a proteção da inviolabilidade do solo diplomático é um princípio universal aceito da lei internacional", afirmou a embaixadora americana na organização, Susan Rice.

Mas se a declaração aprovada por consenso segue de perto a posição do Brasil, cuja representação diplomática em Tegucigalpa acolhe o presidente eleito das Honduras, os EUA, que ocupam a presidência rotativa do Conselho, não pareciam muito agradados com o discurso do ministro dos Negócios Estrangeiros Celso Amorim, que acusara o o regime de Micheletti de ter planos para invadir a embaixada.

O diálogo tenso entre Susan Rice e Celso Amorim foi presenciado pelos jornalistas, com a norte-americana a dizer que aquele não era o local indicado para fazer esse tipo de acusações. "Se fosse a Embaixada dos EUA, você estaria muito irritada", respondeu Amorim. "Ainda assim não faria comentários", insistiu a representante dos EUA no COnselho de Segurança.

Celso Amorim inisiste que "a embaixada tem estado cercada, submetida a atos de assédio e intimidação. Tais actos violam totalmente a Convenção de Viena". Os apoiantes do presidente eleito mantêm-se nas ruas da capital hondurenha dispostos a enfrentar os golpistas, apesar da repressão policial e militar sobre as manifestações.

 

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