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Olmert e Siniora concordam

ITÁLIA DISPÕE-SE A COMANDAR FORÇA DA ONU NO LÍBANO
prodi060822O  primeiro -ministro da Itália, Romano Prodi, confirmou ontem a disponibilidade da Itália para comandar a força internacional da ONU no Líbano. Prodi anunciou a decisão depois de ter contado com o apoio de Israel e de ter recebido um telefonema do primeiro-ministro do Líbano, Fouad Siniora, a pedir que aceite comandar a força. A Alemanha, segundo o ministro da Defesa italiano, Arturo Parisi, também veria com bons olhos tal hipótese. Numa conferência de imprensa em Washington, o presidente dos EUA, George W. Bush, defendeu que deve ser apressado o envio da força da ONU, que deve ser robusta para assegurar a paz. Bush defendeu a necessidade de uma nova resolução do Conselho de Segurança que dê instruções à força internacional. Em Nova York, o embaixador americano na ONU, John Bolton, disse que a nova resolução pretendida pelos EUA deve abordar a questão do desarmamento do Hezbollah: "A questão de saber se o Hezbollah vai se tornar uma verdadeiro partido político em vez de um grupo terrorista está evidentemente na agenda." Bolton, porém, disse que essa questão não deve atrasar o envio da força da ONU: "Não há calendário previsto [para essa resolução]".

Prodi disse que vê com bons olhos uma nova resolução do Conselho de Segurança que tenha "um mandato preciso, um conteúdo preciso e uma definição muito clara das alianças", reconhecendo que a missão "é complicada, e é justo usar de alguma prudência."

Não se sabe ainda quantos soldados italianos irão integrar a força, mas cita-se números entre dois e três mil. A França, que chegou a admitir enviar uma força numerosa e manter o comando da UNIFIL (que actualmente é seu), retrocedeu e só disponibilizou 200 soldados, para juntar aos 200 que lá estão.

No terreno, o cessar-fogo continua a parecer muito frágil. O Líbano denunciou nova violação do acordo por parte de Israel, que realizou voos da sua aviação sobre a região costeira do Sul do Líbano, e sobre Baalbek, na região de fronteira do Líbano com a Síria. Israel afirma que ontem, numa escaramuça, matou três guerrilheiros do Hezbollah, o que é negado pela direcção do movimento.

Portugal não decidiu ainda se integra ou não a força. Ontem, numa ronda de consultas aos partidos, António Costa, representando José Sócrates, ouviu a oposição do Bloco de Esquerda, do PCP e dos Verdes ao envio de tropas portuguesas, o apoio do CDS, o apoio com reservas do PS. O PSD decidiu realizar hoje uma reunião para decidir.

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