You are here

No Dia Internacional da Paz, Israel continua a bombardear Gaza

Uma criança atravessa os escombros da casa de Nizar Rayyan - 1 de Janeiro de 2009 - Foto da Lusa No primeiro dia do novo ano, celebrado como Dia Internacional da Paz, Israel matou um alto dirigente do Hamas e mais nove pessoas da sua família, incluindo a sua mulher e três crianças.
O governo de Israel continua a rejeitar a trégua de 48 horas proposta pela União Europeia e a sua ministra dos Negócios Estrangeiros, Tzipi Livni, negou em Paris, após um encontro com Sarkozy, que haja uma crise humanitária em Gaza.

Israel matou, no primeiro dia de 2009, Nizar Rayyan, um importante dirigente do Hamas, que, segundo a Al Jazeera, tinha-se recusado a tomar medidas de protecção pessoal, apesar dos líderes do Hamas terem sido ameaçados de morte pelo governo de Israel. No bombardeamento da sua casa foram mortas dez pessoas e trinta ficaram feridas.

Os bombardeamentos, que continuaram no primeiro dia de 2009, já provocaram a morte de 420 palestinianos e mais de 2.000 feridos.

O Governo de Israel continua a rejeitar uma trégua de 48 horas, como foi proposta pela União Europeia. A ministra dos Negócios Estrangeiros, Tzipi Livni, deslocou-se a Paris para reafirmar ao presidente francês que ainda não chegou o momento de parar os bombardeamentos. Nas declarações à imprensa, Livni negou que haja uma crise humanitária na Faixa de Gaza.

Entretanto, Karen Abu Zayed, comissária da UNWRA (agência da ONU para os refugiados palestinianos), afirmou: "Nos meus oito anos na UNRWA, a urgência de um apelo a favor das pessoas daqui [de Gaza] nunca foi tão premente. Estou chocada e triste quando vejo este sofrimento à minha volta."

No último dia de 2008 uma reunião do Conselho de Segurança da ONU terminou sem conclusões sobre a Faixa de Gaza, porque os Estados Unidos e os países europeus rejeitaram um projecto de resolução proposto pela Líbia, que apelava à suspensão imediata das operações militares israelitas em território palestiniano.

O Hamas apelou aos palestinianos da Cisjordânia e de Jerusalém Leste para uma jornada de protesto na Sexta feira, 2 de Janeiro, com manifestações a partir da esplanada das mesquitas em Jerusalém e de "todas as mesquitas da Cisjordânia".

Leia também:

Israel rejeita trégua e prossegue ataques a Gaza

Termos relacionados Internacional