You are here

"Não prometemos a mudança. Começámos a mudança", declarou Sá Fernandes

Apresentação da candidatura de Sá Fernandes - Foto de Paulete MatosJosé Sá Fernandes apresentou Sábado a sua candidatura à Câmara de Lisboa, no terraço de um hotel do Chiado, tendo por fundo o Castelo de S. Jorge e o Tejo.
O candidato, na declaração de apresentação, afirmou:
“Porque a situação de Lisboa é de urgência, como nunca antes tinha sido, propus a todos os que se opuseram ao rumo que foi dado a esta cidade nos últimos anos a generosidade da unidade.
Antes de mais, unidade no programa. Depois, unidade nas candidaturas. Infelizmente, a minha proposta não teve eco nas restantes candidaturas.”
Na apresentação intervieram ainda o mandatário, José Fonseca e Costa, e o arquitecto Gonçalo Ribeiro Teles.

Lisboa (apresentação da candidatura de Sá Fernandes) - Foto de Paulete Matos

José Sá Fernandes, na declaração de apresentação de candidatura, começou por balancear o mandato como vereador, afirmando que durante os dois anos foi um “provedor dos lisboetas”, cumprindo o que prometeu. Salientou ainda que o seu mandato não ficou por aí, tendo sido também uma candidatura de proposta: “apresentámos 40 propostas. Mais propostas do que qualquer força política em qualquer mandato de 4 anos”.

Falando sobre a situação da cidade e da “situação de alarme em que se encontra a Câmara”, começou por abordar a crise financeira (passivo de 1261 milhões de euros, que cresceu 125% nos últimos 6 anos de governação PSD), sublinhando ainda que a crise não é só financeira, “Lisboa é uma cidade abandonada”, “envelhecida”, “em acentuada crise social”, “degradada”, “sem dinâmica” e com uma Câmara Municipal “parada”. E concluiu afirmando que “não há soluções mágicas”, que quem as prometer “está a fazer demagogia” e, numa alusão a António Costa, “quem, tendo acrescentado crise à crise, através de uma lei das finanças locais que estrangula ainda mais a câmara, aparecer agora como salvador, está a fugir às suas responsabilidades.”

Para a saída da crise, Sá Fernandes traçou perspectivas, salientando que “um bom governo da cidade é um governo com palavra”, “que paga o que deve“, “um governo que usa com racionalidade os seus meios” e apontou que a Câmara tem de recuar nos negócios que prejudicaram Lisboa, “o primeiro e mais urgente: a permuta entre o Parque Mayer e a Feira Popular”.

Sá Fernandes abordou ainda a relação da Câmara com o poder central sublinhando que: “um presidente da Câmara não pode ser um representante do governo nacional na cidade, não pode ser uma espécie de governador civil eleito.”

Do poder central exigiu: um “agravamento de Imposto Municipal às Casas devolutas”; ”que o Estado pague imposto pelas centenas de edifícios que tem nesta cidade e que incompreensivelmente estão isentos”; que se impeça que “a Administração do Porto de Lisboa continue a usurpar a gestão dos terrenos mais nobres da cidade, portando-se como uma autarquia dentro da autarquia”. Defendeu ainda que a Câmara da capital se bata para não permitir que o “Aeroporto saia da cidade de uma forma irresponsável”, salientando que Lisboa não precisa de “um embaixador da Ota na autarquia”.

Por fim, afirmando que é preciso “fazer escolhas”, anunciou que na próxima semana apresentará um programa de emergência para os próximos dois anos para sanear a crise financeira, mas também para “mudar de ciclo”.
E concluiu:
“Quero, todos os lisboetas querem, estabilidade. A estabilidade da transparência, da decência e da competência. Para essa, contam comigo.

Termos relacionados Política