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Morte de Pinochet

ALLENDE E GARZÓN PEDEM QUE SE CONTINUE A INVESTIGAR CRIMES
funeralpinochetlusawebO juiz espanhol Baltazar Garzón, que em 1998 ordenou a detenção de Augusto Pinochet em Londres, afirmou que com a morte do general chileno não devem ser encerrados os processos penais contra os que foram os seus mais próximos colaboradores.
Isabel Allende, filha de Salvador Allende, derrubado por um golpe militar liderado por Pinochet em 1973, lamentou que nenhum processo tenha sido concluído com Pinochet vivo e insistiu na necessidade de que os julgamentos continuem. "Os julgamentos têm de continuar. Com a sua morte, não se fecha nenhum capítulo, nem da verdade nem da justiça, nem da responsabilidade. Isso é doloroso porque nunca foi emitida uma condenação, que é o que todos buscamos", acrescentou.

Garzón explicou que em Espanha há umas 15 pessoas que estão a ser investigadas por genocídio e outros delitos, que foram próximas do ex-ditador.

 "Contra Pinochet no devem continuar os julgamentos, porque a responsabilidade penal extingue-se com a morte (...) e contra as pessoas acusadas ou imputadas devem continuar (as investigações)".

O juiz espanhol pediu ainda que esses processos sejam agilizados porque muitas dessas pessoas acusadas têm idade avançada e pode acontecer novamente o que aconteceu com Pinochet, "que faleceu sem ser condenado."

Joan Turner, viúva do cantor e músico Víctor Jara, assassinado durante o golpe de Pinochet, disse que o Chile e o mundo são um lugar melhor hoje, mas é uma desgraça que Pinochet não tenha sido condenado antes de morrer: "Há uma sensação de injustiça pelo facto de Pinochet tenha chegado a uma morte tranquila, sem ser condenado por todos os crimes que cometeu no Chile."

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