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Ministro decide encerramento da Universidade Independente

Universidade IndependenteMariano Gago decidiu emitir um despacho provisório de encerramento compulsivo da Universidade Independente, por manifesta degradação pedagógica. O ministro do Ensino Superior considerou que, a Universidade Independente e os seus proprietários, "traíram a confiança do Estado e da sociedade". O despacho do ministro é provisório, "por força da lei" como sublinhou, tendo a UNI 10 dias para contestar.
O ministro informou que o relatório da Inspecção-Geral do Ensino Superior concluiu que "a entidade instituidora da UNI atravessa uma situação calamitosa, que se estende à universidade, provocando grande perturbação académica e indignação geral".

"Tomei a decisão de proferir um despacho de encerramento compulsivo da UNI, despacho que é, por força da lei, provisório. Já mandei notificar a universidade que, nos termos da lei, tem dez dias úteis para se pronunciar, fazendo os considerandos ou as alegações que entender", afirmou o ministro do Ensino Superior, em conferência de imprensa.

Mariano Gago informou detalhadamente que a Universidade Independente foi "repetidamente avaliada e inspeccionada", desde a sua criação em 1994, e que não foram encontrados "problemas graves no seu funcionamento" até ao ano passado.

O ministro considerou ainda que a actual situação da Universidade Independente não deve levar a que "os ex-alunos vejam manchados os seus diplomas". Sobre a licenciatura de José Sócrates na Independente, Mariano Gago afirmou que a UNI não reportou as licenciaturas em engenheraria em 1996 e que o devia ter feito.

Para os alunos sublinhou que a culpa da situação é da UNI e da entidade proprietária, prometendo tudo fazer para que os seus alunos possam prosseguir os estudos.

Uma assesora da UNI declarou que a universidade ainda não foi notificada da decisão do ministro, tendo-a conhecido pela comunicação social.

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