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Marques Mendes prossegue braço-de-ferro com Carmona

Marques Mendes quer apear Carmona e marcar eleições só para o executivoMarques Mendes afirmou à "Grande Entrevista" da RTP-1 que confia nos vereadores do PSD para seguirem a orientação do partido e levarem à queda de Carmona Rodrigues e a eleições intercalares na Câmara de Lisboa. Confrontado com a decisão de Carmona em não renunciar nem suspender o mandato, Marques Mendes disse que "a hora não é de se ficar agarrado a lugares", deixando perceber que não teria sido aquela a intenção de Carmona no encontro que tiveram na quarta-feira,  altura em que acertaram a estratégia a seguir para ultrapassar a crise instalada. Por seu lado, os vereadores do PSD estiveram ao lado de Carmona na conferência de imprensa e não quiseram comentar as declarações de Marques Mendes.

O líder do PSD disse ainda discordar da posição de Carmona, quando este defendeu que um cenário de clarificação política terá de incluir forçosamente a realização de eleições para a Assembleia Municipal (AM) e não apenas para o executivo. Marques Mendes opôs-se a que tal viesse a acontecer, na linha do que já antes havia declarado a actual presidente da AM, Paula Teixeira da Cruz.

Neste momento, toda a oposição e o próprio presidente defendem eleições intercalares para os dois órgãos como forma de devolver a palavra aos lisboetas e assegurar a governabilidade da capital. Os argumentos do líder do PSD contra a eleição para a AM centraram-se na evidência de que são dois órgãos distintos e na esperança de que o PSD possa ganhar as eleições no Verão de 2007, conservando a maioria conquistada nas autárquicas de 2005.

Mendes lembrou ainda que no mandato de Santana Lopes a esquerda tinha maioria na Assembleia e que isso não foi impeditivo da acção da maioria de direita na vereação. Agora a situação poderá ser ainda mais complicada: se os vereadores do PSD se mantiverem ao lado do presidente para impedir a queda do executivo, os deputados do PSD na Assembleia Municipal e a sua líder Paula Teixeira da Cruz terão de escolher entre apoiar a vereação a quem retiraram a confiança política ou passar para a oposição ao executivo do seu próprio partido. Neste cenário, a crise de Lisboa culminaria numa situação caricata, com a vereação a ficar sem deputados para apoiar as suas propostas na AM.

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