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Marcha da Marijuana juntou alegria e protesto nas ruas do Porto

Marcha da Marijuana no Porto. Foto da Lusa. Clica para ampliarPerto de mil pessoas participaram este sábado na Marcha da Marijuana do Porto, uma iniciativa que se realiza em mais de duzentas cidades do mundo, pela legalização do cultivo e do consumo de drogas leves. A 9 de Maio será a vez de Lisboa, Braga e Coimbra.  

Ao som de apitos, sirenas e de reggae, a marcha, iniciada às 16h na Praça do Marquês, rumou à Praça D. João I, com os manifestantes a empunharem cartazes pela legalização da cannabis.

Carla Fernandes, da organização da marcha, disse à Lusa que um dos objectivos da iniciativa é obter uma eventual legalização da cannabis, mas também retirar o "estigma" geralmente associado ao consumidor daquela droga leve. "O consumidor de marijuana pode perfeitamente trabalhar, constituir família, pagar os impostos e não merece ser tratado com esse estigma", declarou Carla Fernandes.

Os manifestantes defendem também "o cultivo e a indústria de Cannabis para a produção de energias renováveis (biomassa, biodiesel, etanol) e para a produção de fibra e pasta de papel" e a sua recomendação "no tratamento terapêutico, sintomatológico ou para a melhoria da qualidade de vida, nomeadamente, a doentes de SIDA, cancro, em tratamento de quimioterapia, esclerose múltipla, glaucoma ou doença de Chron".

Ainda na noite deste sábado há várias festas e concertos associados à legalização da cannabis, anunciados aqui

A Marcha Global da Marijuana é uma iniciativa internacional que reivindica a legalização da cannabis e que se realiza desde 1999, no primeiro sábado de Maio, em mais de 200 cidades. Este ano a organização global deixou ao critério das cidades manifestarem-se dia 2 ou dia 9 de Maio, dada a proximidade com o Dia do Trabalhador. Assim, este ano o Porto foi a primeira cidade portuguesa a realizar a marcha, e no dia 9 de Maio será a vez de Lisboa, Braga e Coimbra.

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