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Manifesto de estudantes de Letras denuncia discriminações racistas

Neo-nazis e polícia junto ao mural antifascista no dia 15 de Março na Faculdade de LetrasUm grupo de estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa está a divulgar um manifesto onde se pode ler: "Não podemos assistir passivamente às discriminações racistas e a tentativas de intimidação de que têm sido alvo estudantes dentro da faculdade ou a folclóricas mas preocupantes manifestações neonazis como a que assistimos na passada quinta-feira, dia 15 de Março."
A extrema-direita candidata-se às eleições para a direcção da Associação de Estudantes da Faculdade, que decorrem 2ª e 3ª feira (26 e 27 de Março). Da lista X, composta por elementos de extrema-direita e apoiada pelo PNR, faz parte até um dos condenados pelo assassinato de Alcindo Monteiro, segundo a organização SOS Racismo. O grupo de estudantes que está a distribuir o manifesto, com o título "por uma escola livre e sem racismo", está também a convocar um debate com o título "Viva quem muda sem ter medo do escuro", com a participação de Eduarda Dionísio (antiga aluna da FLUL), José Mário Branco (músico, aluno da FLUL) e a Associação SOS Racismo, para Dia 29/3, às 15h30m, no Bar da Esplanada, Faculdade de Letras, UL.

Em declarações ao jornal "Público" de hoje uma dirigente da juventude do partido de extrema-direita PNR afirmou que a Associação de Estudantes da Faculdade de Letras pode ser a primeira de muitas associações que o partido pretende conquistar. Para a Associação de Estudantes concorrem duas listas, a lista X de extrema-direita e a lista U, apoiada pelo PCP.

A organização SOS Racismo, anunciou entretanto que vai pedir audiências, ao Presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, ao Reitor da Universidade de Lisboa, ao Ministro da Administração Interna e ao Ministro do Ciência e do Ensino Superior, e apelou "à mobilização de toda a comunidade escolar e do país contra esta ameaça", afirmando que: "Este é o momento para afirmar a diversidade política e cultural e recusar o autoritarismo, a violência e o racismo".

Leia notícia anterior sobre a Faculdade de Letras:

Director da Faculdade de Letras interrompe mural anti-fascista

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