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Louçã: Sócrates é porteiro dos grandes negócios

Exibição de vídeo durante a Conferência. Foto de André BejaFrancisco Louçã acusou o
primeiro-ministro, José Sócrates, de ser o "porteiro
dos grandes negócios" ao permitir que a pedreira do Outão,
na serra da Arrábida, que abastece a cimenteira Secil, seja
duplicada e utilizada por mais 37 anos. O coordenador da Comissão
Política do Bloco de Esquerda falava na sessão de
encerramento da Conferência Internacional das Jornadas das
Alterações do Clima, realizada sábado em Lisboa,
e que o portal Esquerda.net transmitiu em directo. Antes,
Louçã mostrara um vídeo em que Sócrates,
quando era ministro do Ambiente, falava em limitar fortemente as
pedreiras da Arrábida e admitia a intervenção do
Estado, se os valores ambientais assim o exigissem, por exemplo,
através da expropriação.

Louçã citou notícia
do semanário Sol, que dá conta da expansão
da actividade das pedreiras, permitindo a sua duplicação
em profundidade até 2044. "É um gigantesco negócio
de banha da cobra: vender a todos o que já é de todos",
disse Louçã.

O dirigente bloquista denunciou ainda
que uma dirigente do Parque Natural da Arrábida foi demitida
"apenas porque pediu um estudo de impacte ambiental" à
decisão de expandir a exploração das pedreiras.

Antes de Louçã, a
deputada Alda Macedo fez um balanço das Jornadas Ambientais e
afirmou que a agenda do Bloco de Esquerda integra todos os direitos
ambientais na luta anticapitalista. "O mito doo capitalismo com
crescimento sem fim está em derrocada", disse, observando
que as alternativas neoliberais colocam no centro das escolhas a
continuação dos negócios. Por isso a luta pelo
ambiente não é marginal ao confronto político,
defendeu a deputada. "Pelo contrário, vai ao cerne da
própria natureza do capitalismo".

Por seu turno, o vereador independente
José Sá Fernandes enumerou alguns dos principais
problemas ambientais de Lisboa - descarga de esgotos no Tejo,
índices de poluição na Avenida da Liberdade,
urbanizações previstas que podem vir a inviabilizar o
corredor verde do Terreiro do Paço ao Monsanto, a morte
quotidiana de árvores - e disse que tentará mudar esta
situação.

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