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Louçã diz que Durão deve explicações no caso Somague

durao barrosoO financiamento partidário ilegal foi um dos temas principais no comício bloquista de ontem à noite, em Quarteira. Francisco Louçã recordou as suspeitas mais recentes que atingem os partidos que passaram nos últimos cinco anos pelo poder. Sobre o financiamento oculto do PSD pela Somague na campanha que levou Durão ao poder, Louçã afirma que o actual presidente da Comissão Europeia deve "esclarecer com toda a transparência" esta questão. Contactado pela imprensa belga, o gabinete de Durão diz que não comenta assuntos "estritamente nacionais". Entretanto, a Procuradoria-Geral da República emitiu um comunicado admitindo a abertura dum inquérito para determinar se o financiamento ilegal ao PSD motivou a prática de outros crimes.

A notícia avançada ontem na imprensa sobre a decisão nos primeiros dias do governo Durão/Portas de suspender o processo de concessão da auto-estrada Litoral Centro, cujo contrato era alvo de críticas da Somague, foi o motivo encontrado pela PGR para a abertura dum novo inquérito a este caso, uma vez que o anterior concluíu que seria um caso de fraude fiscal simples e foi arquivado depois da Somague liquidar os impostos em falta.

Ontem à noite, Louçã começou por recordar os "três casos assustadores" da promiscuidade entre empresas e partidos que vieram a público nos últimos anos: o caso Portucale/BES/CDS, o financiamento da campanha do PS no Brasil e agora o pagamento de 233 mil euros de despesas de campanha de Durão Barroso pela Somague. O dirigente do Bloco censurou estas práticas, acrescentando que "não pode haver um primeiro-ministro que dependa de uma conta de uma factura que ele deve a um construtor civil".

"Durão Barroso ainda não explicou esta matéria, porque era ele o presidente do PSD nesta altura e foi ele que foi eleito para o Governo logo a seguir a ter recebido este dinheiro", lembrou Louçã. Durão não quis ontem comentar este caso que, para a imprensa belga, o está a "enlamear". O jornal L'Écho pediu um comentário sobre o caso PSD/Somague, mas a porta-voz do presidente da Comissão, Amélia Torres, recusou, alegando que "a Comissão não tem por princípio comentar os desenvolvimentos estritamente nacionais".

O debate sobre a utilização de Organismos Geneticamente Modificados na agricultura também fez parte do comício na Praça do Mar em Quarteira. A deputada Ana Drago lembrou as dúvidas levantadas pela comunidade científica sobre os efeitos dos OGM's sobre consumidores e meio ambiente e o dirigente bloquista algarvio João Romão criticou o silêncio dos autarcas socialistas sobre as plantações de milho trangénico que votaram a favor da criação de zonas livres de OGM no Algarve.

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Fotos de Paulete Matos:

ana dragocomício em quarteirafrancisco louçã

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