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Londres sob vigilância

POLÍCIA QUER VIGIAR "POTENCIAIS CRIMINOSOS"
VigilânciaA polícia londrina quer elaborar uma lista dos 100 mais perigosos candidatos a assassinos ou violadores, antes de cometerem qualquer crime, para os vigiar e assim os impedir de serem criminosos, noticiou ontem o jornal The Times. Defensores dos direitos humanos criticaram já a intenção da polícia londrina. Simon Davies, director da organização Privacy International (Privacidade Internacional) afirmou: "É muito justo que a policia vigie criminosos suspeitos, mas é obsceno sugerir que haja uma lista de "criminosos ideais" das pessoas que possam cometer um crime". Cinco bairros londrinos começaram a usar uma controversa base de dados que traça o perfil de potenciais futuros criminosos, como parte de um programa piloto para uma maior base de dados da Grã-Bretanha. O objectivo é ter uma lista das 100 pessoas consideradas como os mais potenciais "criminosos", antes de cometerem qualquer crime, segundo noticiou ontem o "The Times". A listagem seria feita a partir um detalhado perfil psicológico e a polícia pensa que assim pode diminuir o crime, impedindo os potenciais assassinos ou violadores de cometerem qualquer crime.

Laura Richards, uma psicóloga criminal da Homicide Prevention Unit (Unidade de prevenção de homicídios da polícia britânica) disse ao jornal que a visão dela é conhecer as 100 pessoas mais perigosas de Londres, de forma a que possa evitar que se tornem assassinos ou violadores em série.

O jornal lembra que a ideia parece a concretização do filme de Steven Spielberg "Relatório Minoritário", em que os criminosos são travados antes de cometerem um crime.

Richard Thomas Information Commissioner (Alto-Comissário da Informação), entidade independente que promove o acesso à informação oficial e protege a informação pessoal, afirmou temer que a Grã-Bretanha se transforme numa "sociedade sob vigilância", alertando para que vigiar potenciais criminosos, antes de um crime ter sido cometido, pode violar a privacidade dos cidadãos, assim como as liberdades pessoais.

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