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Lisboa: Oposição reclama eleições também para a Assembleia Municipal

assembleia_municipalPS, PCP,BE e CDS defendem que as eleições intercalares devem estender-se à Assembleia municipal de Lisboa para garantir uma clarificação política e acusam o PSD de querer agarrar-se aos lugares na Assembleia Municipal. Paula Teixeira da Cruz recusa a convocação de eleições para o órgão a que actualmente preside, sustentando que «a oposição está a fazer uma confusão institucional lamentável».

Francisco Louçã defendeu hoje a realização de eleições para a Assembleia Municipal de Lisboa, considerando «escandaloso e incoerente que o PSD se queira agarrar a uma maioria que não tem» e que a «clarificação democrática deve ser feita nos dois órgãos».

Vitalino Canas (porta-voz do PS), em declarações à TSF, sustentou que «só com eleições para a Câmara e para a Assembleia Municipal será possível obter um mandato claro legitimado e capaz de garantir uma solução estável em Lisboa».

Já ontem, Jerónimo de Sousa afirmou que tinha sido dada apenas uma «meia resposta», defendendo que as eleições, para serem uma solução, se devem estender aos dois órgãos.

Finalmente, o último partido a exigir eleições para a Assembleia Municipal foi o CDS/PP. O deputado António Carlos Monteiro, em declarações à TSF, acusou a presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, a social-democrata Paula Teixeira da Cruz, de estar a criar uma situação insustentável ao recusar a realização de eleições no órgão a que preside.

No entanto, Paula Teixeira da Cruz, Presidente da Assembleia municipal recusa este cenário, afirmando que «a Assembleia Municipal é um órgão que tem uma legitimidade própria» e que «a oposição está a fazer uma confusão institucional lamentável».

Carmona Rodrigues está a ser ouvido nas instalações do DIAP em Lisboa, sobre o processo Bragaparques, que envolveu a permuta de terrenos da Feira Popular com o Parque Mayer. O autarca anunciou que iria falar hoje às 17h, a partir das instalações da Câmara Municpal de Lisboa. No entanto, a conferência de imprensa já foi adiada duas vezes, prevendo-se que Carmona fale às 20h.

Ontem, Marques Mendes reconheceu finalmente que "não há condições para gerir a Câmara Municipal de Lisboa" e defendeu a realização de eleições intercalares.
A notícia do presidente da Câmara vir a ser constituído arguido no processo Bragaparques acabou por se tornar decisiva para a decisão de Marques Mendes, que anunciou também a concordância de Carmona Rodrigues com a sua opção.
Sá Fernandes, que foi o primeiro vereador a apelar à realização de eleições intercalares, declarou que "mais vale tarde que nunca", sublinhando que espera que as eleições se realizem antes do Verão e "acabem com a situação caótica que a Câmara Municipal de Lisboa tem vivido".

O Bloco de Esquerda, que foi o primeiro partido a apelar à realização de eleições antecipadas, tinha já responsabilizado o PSD por poder acrescentar uma crise democrática à crise financeira, política e de credibilidade do executivo municipal.

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