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João Semedo critica ausência de combate à corrupção

 João Semedo criticou falta de combate à corrupçãoO deputado do Bloco defendeu a "completa autonomia" da investigação sobre a corrupção nas sucatas que envolve figuras da área do PS e dirigentes de empresas participadas pelo Estado. "É por não haver uma política efectiva de combate à corrupção que hoje há casos destes", afirmou João Semedo, responsabilizando a maioria absoluta que rejeitou propostas nesse sentido.

 

Falando aos jornalistas no fim da reunião da Mesa Nacional bloquista, João Semedo realçou a "extrema gravidade" das suspeitas levantadas pela operação "Face Oculta", "É um processo que beneficia da situação dos últimos quatro anos e meio, pelo facto de o PS ter impedido na Assembleia da República que se aprovassem medidas efectivas contra a corrupção e que tivesse impedido, durante um mandato de maioria absoluta, que fossem tomadas medidas contra o enriquecimento ilícito, nomeadamente, em relação ao levantamento do sigilo bancário e do sigilo fiscal".

"Esperamos e desejamos que as investigações cheguem ao fim e que quem tiver que ser incriminado o seja, quem tiver que ser condenado o seja, e que o processo de investigação judicial e criminal se desenrole sem qualquer interferência de qualquer poder na sociedade portuguesa", prosseguiu Semedo, que faz parte da comissão Política do Bloco.

O principal arguido nesta investigação - o empresário Manuel Godinho, suspeito de ter montado a rede de corrupção dos gestores públicos - é o único que vai ficar em prisão preventiva.

Armando Vara ainda não foi ouvido pela Judiciária, mas o Banco de Portugal já anunciou a abertura de uma investigação para determinar se Vara poderá continuar a administrar o BCP, ao abrigo da lei que limita o acesso à administração bancária às  "pessoas cuja idoneidade e disponibilidade ofereçam garantias de gestão prudente".

A investigação da Judiciária sobre alegados crimes económicos em benefício de um grupo empresarial, suspeitos de subornarem funcionários e dirigentes de empresas com participação estatal para conseguir vencer as adjudicações nos concursos e consultas públicas, tem como arguidos algumas figuras ligadas ao PS, como o ex-ministro Armando Vara, José Penedos e o seu filho Paulo Penedos, para além de José Contradanças, que foi dirigente socialista e administrador do Porto de Sines no mandato de Coelho nas Obras Públicas, e Domingos Paiva Nunes, antigo vereador de Edite Estrela na Câmara de Sintra.

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