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Itália deve comandar a UNIFIL

EUROPA GARANTE METADE DOS SOLDADOS NO LÍBANO

unifil A União Europeia garantirá 6900 dos 15000 militares que reforçarão a força interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL). A decisão foi tomada ontem em Bruxelas, no encontro entre ministros dos Negócios Estrangeiros da União, em que esteve o secretário-geral da ONU. Kofi Annan propôs que a Itália assuma o comando da força a partir de Fevereiro de 2007. A França e a Itália serão os países com maior número de soldados (2000 e de 2000 a 3000, respectivamente). Também o Bangladesh terá dois mil homens no terreno. Malásia, Espanha, Indonésia, Nepal, Dinamarca, Finlândia, Bélgica, Alemanha e Noruega são os outros países que já confirmaram a sua presença e definiram o número de soldados a enviar. Jaques Chirac considerou 15 mil homens uma força excessiva para a dimensão do Líbano.

Apesar desta força não entrar em território israelita, Israel anunciou hoje de manhã que não admitirá a participação de tropas de países que não reconheçam o seu Estado. É o caso da Malásia, Bangladesh e Indonésia.

Portugal comprometeu-se hoje a contribuir para o reforço da UNIFIL, mas a dimensão e o tipo do contingente a enviar para aquele país serão decididos "nos próximos dias" pelo Conselho Superior de Defesa Nacional. Vários órgãos de comunicação social referem Outubro ou Novembro como a data possível para o envio de forças militares portuguesas. Uma notícia do Correio da Manhã de hoje avança com o número de 150 soldados. Portugal tem 700 militares destacados em missões internacionais na Bósnia, no Kosovo, no Afeganistão, em Timor-Leste, no Iraque e na República Democrática do Congo.

A UNIFIL foi criada há 28 anos para monitorar a fronteira do Líbano com Israel. Com a resolução 1701, aprovada no dia 11 de Agosto, a missão da ONU recebeu novo mandato e autorização para passar de dois mil para 15 mil militares. Segundo a presidência finlandesa da UE, os primeiros soldados europeus deverão chegar ao Líbano daqui a uma semana. Nos próximos dez dias, a UNIFIL deve ser reforçada com mais 3.500 militares.

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