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Israel rejeita trégua e prossegue ataques a Gaza

Rapazes palestinianos olham o que resta das instalações do primeiro-ministro do Hamas. Foto LUSA/EPA

O governo israelita rejeitou a proposta internacional para uma trégua de 48 horas e prosseguiu os bombardeamentos a Gaza, elevando para mais de 380 o total de mortos. Telavive diz que está a estudar outras propostas que comprometam o Hamas, mas a invasão terrestre continua na agenda enquanto a diplomacia ganha tempo. Na guerra da propaganda, o exército israelita acusou o Youtube de retirar do ar alguns vídeos dos bombardeamentos que colocou online.

 

Os bombardeamentos a Gaza prosseguiram na noite de terça e manhã de quarta-feira, com mais de vinte mísseis disparados sobre um dos edifícios do governo do Hamas, evacuado desde sábado. Pelo menos um médico palestiniano morreu no ataque. Por seu lado, o Hamas continua a lançar rockets para o outro lado da fronteira e diz que o seu arsenal está longe de estar esgotado. Desde sábado, mais de 380 palestinianos morreram e outros 1500 ficaram feridos. Os rockets do Hamas provocaram 4 mortos do lado israelita.

Enquanto prossegue os ataques, Israel ganha tempo no campo diplomático. A proposta formulada por Bernard Kouchner, ministro dos Negócios Estrangeiros francês, para abrir um cessar fogo de 48 horas e deixar passar a ajuda humanitária a Gaza, foi considerada "irrealista" pelo governo de Israel. "Esta proposta não contém nenhum tipo de garantia de que o Hamas irá interromper o lançamento de rockets", disse o porta-voz governamental Yigal Palmor.

Na reunião dos ministros dos Estrangeiros da União Europeia na terça-feira foi lançado um novo apelo a um cessar-fogo permanente, no mesmo sentido da posição já manifestada pela Rússia, EUA e Nações Unidas, São essas as propostas que têm chegado a Telavive e o governo de Ehud Olmert diz estar a estudar todas elas. A invasão terrestre ainda é a opção mais forte em cima da mesa dos militares israelitas, já que os alvos aéreos estão quase todos bombardeados.

Enquanto a opinião pública internacional apela ao fim do massacre a Gaza e do bloqueio israelita, o exército de Israel usou o seu canal no youtube para divulgar vídeos dos bombardeamentos a Gaza. Nas imagens a preto e branco vêem-se o que Telavive diz ser edifícios, barcos e túneis usados pelo Hamas para lançamento de rockets. O Youtube retirou alguns desses vídeos da internet e noutros casos bloqueou o seu acesso a menores. O exército israelita protestou por o site de partilha de vídeos mais popular do mundo não querer "mostrar ao mundo a desumanidade contra nós dirigida e os nossos esforços para a travar".
 

 


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