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Israel cometeu crimes de guerra em Gaza, diz ONU

A ofesniva israelita em Gaza matou centenas de criançasO relatório do investigador das Nações Unidas para os direitos humanos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza mostra que Israel cometeu crimes de guerra na ofensiva contra o território palestiniano. Richard Falk sublinha que estes crimes são ainda mais graves pelo facto de Israel não ter permitido à população civil deixar o território antes de bombardeá-lo.

 

"A evidência da violação da lei humanitária é tão clara que não tenho nenhuma dúvida da necessidade de uma investigação independente que demonstre que Israel cometeu crimes de guerra", assegura o investigador da ONU.

Falk sustenta que Israel cometeu crimes de guerra e contra a humanidade, mesmo antes do conflito, ao aplicar "um bloqueio de 18 meses contra a Faixa, um bloqueio ilegal de alimentos, remédios e combustível que pode ter afetado a população de Gaza por toda uma vida".

Além disso, para o relator da ONU, que é judeu, os crimes de guerra são ainda mais graves pelo facto de Israel não ter permitido à população civil deixar o território antes de bombardeá-lo.

"Não há relatos de uma população inteira ficar bloqueada numa zona de guerra e sem a possibilidade de fugir", explicou Falk. "Fechar pessoas numa zona de guerra evoca o pior tipo de memórias internacionais do Gueto de Varsóvia", corrigiu Falk, que é judeu, referindo-se ao encarceramento e assassinato de judeus na capital polaca durante o regime nazi, na II Guerra Mundial.

Falk sublinhou também outro factor de agravamento deste tipo de crimes: 70% da população de Gaza têm menos de 18 anos, "o que faz com que a guerra tenha sido feita contra crianças".

O investigador da ONU concluiu que é necessária uma condenação explícita do Conselho de Direitos Humanos da ONU, e defendeu o início de um julgamento internacional.

Entretanto, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, confiou ao ministro da Justiça a tarefa de defender o Estado das denúncias de crimes de guerra relacionados com a ofensiva em Gaza, que matou 1300 palestinianos e deixou outros cinco mil feridos.

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