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Israel bombardeia sede da ONU em Gaza

O exército israelita bombardeia o centro de GazaO exército israelita não dá tréguas e bombardeia o centro de Gaza, obrigando milhares de pessoas a fugir de casa. Esta manhã, foi atingida a sede da ONU para a ajuda humanitária aos palestinianos, de nada valendo o facto de os responsáveis das Nações Unidas terem informado expressamente Israel sobre as coordenadas deste edifício. Também um prédio que abrigava vários órgãos de imprensa, incluindo a Reuters, não resistiu aos ataques israelitas.  

O escritório da agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA) foi atingido por três projécteis e pelo menos três funcionários ficaram feridos, segundo o porta-voz da organização, Richard Gunnes. A agência informou que, em virtude do ataque, interrompeu as suas actividades de ajuda humanitária no território.

Os responsáveis da ONU garantem que o exército israelita conhecia as coordenadas desta sede e que se comprometeu a respeitar as instalações e os funcionários. O compromisso tinha sido alcançado a semana passada depois de um míssil israelita ter atingido um camião da UNRWA, matando o motorista. Já nesta altura a agência humanitária decidiu suspender as suas actividades só as retomando depois da garantia de Israel que, afinal, de nada valeu.

Para além desta sede da ONU, Israel também atingiu um bloco de edifícios que abriga as sucursais de vários órgãos de imprensa árabes e ocidentais, inclusive da agência Reuters. Dois jornalistas ficaram feridos.

Os ataques israelitas no centro da cidade de Gaza intensificam-se e não escolhem alvos. Milhares de civis abandonam suas casas, fugindo das bombas e da imensa nuvem de fumo que cobre toda a região.  Segundo a cadeia de televisão Al Jazeera, a ofensiva terrestre israelita já matou 1054 palestinianos e feriu 4800. Treze israelitas foram mortos no conflito, incluindo três civis.

Entretanto, avançam os esforços para tentar alcançar um cessar-fogo, sob negociação do Egipto. Israel ainda não deu nenhum sinal de aceitação, enquanto o Hamas parece aproximar-se de uma solução pacífica para o conflito. O líder do governo do Hamas na Faixa de Gaza, Ismail Haniyeh, pediu nesta quinta à opinião pública ocidental que pressione Israel para acabar com a ofensiva militar contra o território palestino, lembrando as condições do grupo radical para um cessar-fogo:

"Israel deve acabar com sua guerra criminal e a matança de nosso povo, cessando totalmente e sem condições o cerco ilegal da Faixa de Gaza, voltando a abrir os pontos de passagem da fronteira e se retirando completamente", afirma Haniyeh, numa carta publicada na edição desta quinta-feira do "Independent". 

Esta quinta-feira, em Lisboa, o Fórum pela Paz e pelos Direitos Humanos promove uma sessão pública sob o lema "Israel fora de Gaza - Palestina solidariedade", às 21 horas no Fórum Lisboa.

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