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Israel admite matança de 430 civis

Obama quebrou o silência sobre Gaza para dizer que se vai manter em silêncioO exército de Israel declarou esta terça feira ter morto 130 combatentes do Hamas desde que iniciou a ofensiva sobre Gaza, o que significa que são civis mais de 400 das 560 vítimas mortais do ataque. O governo de Israel recusou os apelos a um cessar fogo, impede a entrada em Gaza de jornalistas estrangeiros e anunciou que não permitirá o acesso a observadores externos no final do conflito. Barack Obama pronunciou-se finalmente sobre a situação, para dizer que não vai interferir nas negociações de Bush.

 

Um comunicado do exército israelita difundido esta terça feira assegura que foram abatidos 130 combatentes do Hamas desde o início da ofensiva de Israel sobre a Faixa de Gaza, o que significa que há 430 vítimas civis entre os 560 habitantes de Gaza que perderam a vida neste conflito.

Já na manhã desta terça feira, duas escolas geridas pela ONU foram atingidas por ataques do exército de Israel, com cinco vítimas mortais. De acordo com um porta-voz da agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA), mais de 450 pessoas tinham procurado refúgio nessas escolas. O massacre israelita também já fez três vítimas mortais no seu próprio exército, com quatro soldados a serem abatidos pelo disparo de um míssil.

O governo israelita tem recusado os vários apelos a um cessar-fogo imediato que têm surgido nos últimos dias, proíbe o acesso de jornalistas internacionais à Faixa de Gaza e garantiu que não aceitará a presença de observadores internacionais após a conclusão do conflito.

O recém-eleito presidente dos Estados Unidos quebrou finalmente o silêncio em relação a este tema. Em declarações à imprensa, Barack Obama salientou a importância de os Estados Unidos não terem "duas vozes" em questões internacionais e manifestou o seu apoio às "negociações delicadas" que a administração de George Bush tem vindo a desenvolver. No entanto, Obama tinha feito comentários à imprensa após os recentes atentados perpetrados em Bombaim, na Índia.

A situação humanitária na Faixa é catastrófica, com mais de um milhão de pessoas sem água nem luz, segundo relatos de organizações humanitárias presentes no terreno.

 Ver também Gaza: Israel continua massacre, primeiro protesto em Lisboa

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