You are here

Islândia: Protestos exigem demissão do governo

Geir Haarde não quer renunciar, apesar dos protestosManifestantes e polícia entraram em confronto esta quinta-feira em Reiquiavique, capital da Islândia. A polícia usou gás lacrimogéneo para impedir que os manifestantes, que exigiam a queda do governo e novas eleições, invadissem o parlamento. Na quarta-feira, a limusina do primeiro-ministro Geir Haarde foi atingida por ovos. Mas o chefe do governo recusa demitir-se.

O porta-voz da polícia disse que a manifestação durou cerca de duas horas mas não foram feitas detenções. "Houve algumas pessoas feridas, mas sem gravidade". Dois dos feridos eram polícias atingidos por pedras.

Na quarta-feira, a limusina do primeiro-ministro Geir Haarde foi atingida por ovos. Mas o chefe do governo recusou demitir-se: "O governo está plenamente funcional e os partidos da coligação vão continuar a cooperar", disse aos jornalistas. Haarde é do Partido da Independência, que está em coligação com a Aliança Social Democrata.

Neste último partido, porém, há um movimento de militantes a exigir a saída do governo para provocar a sua queda. Uma assembleia de militantes de Reiquiavique aprovou na noite de quarta uma resolução nesse sentido. O Partido da Independência realiza a sua convenção nacional no diia 29 de Janeiro

Manifestações contra o governo e o Banco Central têm vindo a realizar-se regularmente desde que o país que aparecia nos índices económico como o número 1 da Europa foi varrido pela crise financeira e votado à bancarrota.

"As pessoas acham incrível que depois do desastre político do ano passado [a bancarrota do país] não houve demissões, ninguém assumiu a responsabilidade pelo que aconteceu", explicou à agência Reuters o cientista político Gunnar Helgi Kristinsson, da Universidade da Islândia.

Termos relacionados Internacional