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Inspecção do Trabalho investiga call-center da Segurança Social

Edifício do único call-center da Segurança Social em todo o país, situado em Castelo BrancoNo call center da Segurança Social, situado em Castelo Branco, trabalham cerca de 200 pessoas, com vínculos precários, contratados através de uma empresa de trabalho temporário. Depois de 68 dias "a insistir", finalmente os Precários Inflexíveis obtiveram uma resposta da Autoridade para as Condições do Trabalho, que garantiu que dará a este caso "tratamento inspectivo", "tão depressa quanto possível".  

O call center da Segurança Social, único no país, situa-se em Castelo Branco. Iniciou actividade em Dezembro de 2008 e foi oficialmente inaugurado pelo ministro Vieira da Silva em Março de 2009, e nele trabalham cerca de 200 pessoas, contratadas, pela Segurança Social, com vínculos precários e com a intermediação duma empresa de trabalho temporário (a "RH+").

Desde há 68 dias que os Precários Inflexíveis (um movimento contra a precariedade) tentavam obter uma reacção da ACT sobre o caso. "Temos que saber se pode tornar-se normal que seja o próprio Estado, numa área da maior sensibilidade e importância, a contratar pessoas com vínculos precários, para funções permanentes e através de empresas de trabalho temporário", afirmam em comunicado.

Finalmente, na última diligência dos Precários Inflexíveis junto às instalações da ACT, foram recebidos e obtiveram a garantia de que a ACT dará a este caso "tratamento inspectivo", "tão depressa quanto possível", "como é missão da ACT".

Mas os Precários Inflexíveis sublinham que vão continuar atentos, até porque o mais importante está ainda por fazer: "a partir de hoje, o contador no nosso blog muda: ele estará agora a avançar até que a actividade inspectiva da ACT nos traga a urgente resposta para um assunto que não pode esperar mais".

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