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Impasse no financiamento da guerra termina com cedências a Bush

Foto Sean Stayte/FlickrO Senado e a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos resolveram abandonar o calendário de retirada das tropas norte-americanas do Iraque como condição para desbloquear os fundos de emergência para financiar a ocupação, num total aproximado de 100 mil milhões de dólares. Em contrapartida, foram definidos critérios de avaliação da acção do governo iraquiano, através dos quais se determinará se a ajuda financeira deve ou não continuar.
O presidente Bush reagiu com satisfação à aprovação duma lei que demorou meses a ser negociada entre a Casa Branca, o Senado e a Câmara dos Representantes, agora com maioria democrata que se dividiu na votação: 140 votaram contra a lei e 86 a favor, garantindo a aprovação. Os democratas que aprovaram a lei justificaram a sua posição com a possibilidade de deixar as tropas no terreno sem qualquer apoio caso o impasse se mantivesse por mais tempo. No Senado, tanto Hillary Clinton como Barack Obama votaram contra a lei. Os dois candidatos à nomeação do Partido Democrático para a presidência dos EUA negaram a ideia de estarem a abandonar as tropas com o seu voto.

A autorização de financiamento já havia sido aprovada em Abril, na condição da retirada das tropas ter início no próximo dia 1 de Outubro. Bush vetou essa lei e a Câmara dos Representantes aprovou outra, autorizando um financiamento parcelar, sujeito ao cumprimento de metas calendarizadas quanto à acção do governo iraquiano. Esta proposta viria a ser chumbada pelo Senado.

Na comunicação ao país feita ontem, Bush anunciou "combates muito duros" este verão no Iraque e prometeu uma avaliação da nova estratégia militar para o fim do verão, altura em que os EUA vão discutir o financiamento da guerra para 2008. Os serviços de informações norte-americanos divulgaram ontem que o líder xiita Moqtada Al-Sadr terá regressado nos últimos dias ao Iraque após quatro meses em que esteve refugiado no Irão, quando as tropas de ocupação apertaram o cerco à sua milícia. Em protesto contra a falta de um ultimato governamental para a partida das tropas estrangeiras, partido de Al-Sadr retirou os seus seis ministros do governo iraquiano no mês passado. Este regresso do líder pode querer significar que está disposto a acabar com as fracturas internas abertas com a sua ausência prolongada, e até a alargar a sua influência através de uma aliança com outros sectores que se opoem à presença militar norte-americana.

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