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Imigrantes organizam-se

ASSOCIAÇÕES CRIAM PLATAFORMA
associmigra060926 Onze associações de imigrantes, reunidas na Casa do Brasil no último domingo, deram o pontapé de saída para formalizar uma Plataforma das Estruturas Representativas das Comunidades Imigrantes em Portugal (Percip). Os presentes aprovaram os estatutos da Plataforma e elegeram uma comissão coordenadora, que tratará das actividades de instalação da nova entidade.

A Percip, de acordo com os estatutos aprovados - que ainda passarão por uma redacção final - pretende ser um espaço de diálogo, de intercâmbio de posições e de pontos de vista entre as organizações, potenciando o trabalho em rede e a criação de uma agenda comum. Ao mesmo tempo, a Plataforma assume-se como um interlocutor junto aos poderes constituídos. Entre os objectivos aprovados figura ainda o contributo para que se forme uma opinião pública positiva face ao fenómeno da imigração, e o apoio às lutas contra as manifestações de racismo de xenofobia, contribuindo para o reforço de laços de amizade e de solidariedade entre os diversos povos.

Os estatutos esclarecem ainda que a Percip não é uma estrutura federativa, já que as associações membros da Plataforma são independentes, autónomas, e participam nas actividades da Percip na medida das suas possibilidades, decisão e convicção próprias.

Participaram da reunião a Associação Guineense de Solidariedade Social Africana, a ASLI - Associação Apoio Sem Limite, a Associação Cabo-verdiana, a Casa do Brasil, a AIPA - Associação dos Imigrantes nos Açores, a Morabeza - Associação para a Cooperação e Desenvolvimento, a Associação de Apoio ao Estudante Africano, a Associação Melhoramentos e Recreativo do Talude, a Associação de Jovens Promotores da Amadora Saudável, a Associação Cabo-verdiana de Setúbal, e a Associação Nouni. Nos próximos dias, aguarda-se a adesão da Plataforma de muitas outras associações. Recentemente, mais de 30 associações assinaram um documento comum de reivindicações, no quadro da discussão pública aberta pelo governo em relação à nova lei de Imigração. A principal reivindicação é a legalização de todos os imigrantes que já estão a viver e trabalhar em Portugal.

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