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Honduras: Militares atacam manifestantes junto à embaixada do Brasil

Militares hondurenhos atacaram com gás lacrimogéneo os manifestantes, que se concentravam junto à embaixada do BrasilMilitares e polícia atacaram nesta Terça feira os manifestantes que se concentravam junto à embaixada do Brasil, onde se encontra Manuel Zelaya o presidente legalmente eleito e destituído por um golpe militar. Zelaya denunciou à CNN que a própria embaixada brasileira foi atingida.
O Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) exigiu que o governo golpista das Honduras respeite a vida e a integridade física do presidente Zelaya.

Também Fernando Lugo, presidente do Paraguai, pediu o respeito pela integridade física do presidente hondurenho.

Manifestantes e Manuel Zelaya, na embaixada do Brasil em TegucipalgaSegunda feira, 21 de Setembro, foi conhecido que Manuel Zelaya tinha voltado às Honduras e se encontrava na embaixada do Brasil, em Tegucipalga. Após a divulgação da notícia, milhares de hondurenhos começaram a concentrar-se junto à embaixada e puderam ver e ouvir Zelaya, que falou aos manifestantes.

Entretanto, o governo golpista decretou o recolher obrigatório e nesta Terça feira às 5.30 horas locais da manhã, o exército e a polícia atacaram os manifestantes, lançando gás lacrimogéneo, perseguindo e espancando as pessoas. Algumas bombas de gás caíram dentro da própria embaixada.

Os militares cercaram a embaixada e colocaram equipamento sonoro a tocar em volume muito alto o hino nacional das Honduras. Segundo o presidente Zelaya disse à CNN, "os militares colocaram sons estridentes para tentar enlouquecer as pessoas que estão dentro da embaixada".

Manuel Zelaya declarou ainda: "Estamos cercados de franco-atiradores. Eles têm as armas e o povo está indefeso. Peço à ONU que adopte acções imediatas para tentar encontrar uma saída no menor tempo possível para a crise política nas Honduras"

Leia notícia anterior no esquerda.net:

Zelaya está nas Honduras

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