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Guerra no Médio Oriente: ÊXODO ESTRANGEIRO NO LÍBANO

lebanon_destructionO conflito entre o exército israelita e as milícias do Hezbollah registou ontem o dia mais sangrento desde que o conflito israelo-palestiniano alastrou até ao Líbano, com os ataques do exército israelita a vitimarem 45 civis no Líbano e os rockets disparados pelo Hezbollah a matarem oito israelitas na cidade de Haifa.

O agravar da ofensiva israelita contra o Líbano já está a ter consequências. EUA, Inglaterra, França, Suécia, Espanha, Itália, Grécia, Polónia e Arábia Saudita já activaram meios de retirada dos cidadãos nacionais do Líbano. Contrariando as afirmações do primeiro-ministro, José Sócrates, que tinha garantido que nenhum cidadão nacional pretendia abandonar o Líbano, dezoito homens e mulheres portuguesas vão abandonar este país a bordo de um dos navios que a França destacou para resgatar os seus cidadãos.

A cimeira dos G8 pronunciou-se ontem sobre o conflito no Médio Oriente, responsabilizando o Hamas e o Hezbollah pelo conflito e exigindo o desarmamento imediato da guerrilha libanesa. Com a Rússia e restantes países em desacordo quanto à declaração da cimeira, o documento só foi conhecido depois de horas de negociações. A Rússia pretendia que a declaração responsabilizasse também o estado Hebraico pelo conflito, fazendo menção à desproporcionalidade da resposta ao rapto de dois soldados israelitas. A única cedência que EUA e Inglaterra permitiram na redacção do texto final da cimeira, contudo, foi uma breve alusão à necessária "autocontenção" de Israel.

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