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Greve em corticeiras de S. João de Ver

 Paulete MatosVários meses de salários em atraso levaram os trabalhadores de duas corticeiras de S. João de Ver a convocar uma greve, por tempo indeterminado, que começou nesta terça feira. As situações de atraso no pagamento de salários e de abusos de autoridade perante operários ou representantes sindicais afectam cada vez mais trabalhadores da indústria portuguesa.

 

Vinte cinco trabalhadores da Corticeira Janosa e das Cortiças Nogueira iniciaram nesta terça feira um período de greve, por tempo indeterminado, exigindo receber os salários de Fevereiro, Março e Abril, que não lhes foram pagos.

Os trabalhadores acusam a empresa de se atrasar generalizadamente nos pagamentos e consideram que esse tipo de situação se atrasou nos últimos dois anos. Já no final do ano passado tinham realizado uma greve exigindo os salários em atraso.

Em declarações à imprensa, um membro do Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte  lembrou que esta é uma situação "reincidente" e que a empresa "de promessa em promessa se tem servido da força de trabalho, mas não lhes paga".

No contexto actual de crise económica e aumento do desemprego, proliferam as situações de abuso sobre os trabalhadores. Um exemplo foi denunciado na empresa têxtil Cunha & Alves (Paços de Ferreira), que produz exclusivamente para a marca Zara.

De acordo com declarações de trabalhadoras da fábrica, registam-se atrasos significativos no pagamento de horas extraordinárias e perseguições aos activistas sindicais, que incluem restrições nos direitos laborais, ameaças, agressões e despedimentos. A Autoridade para as Condições de Trabalho está a investigar o caso.{easycomments}

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