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Governo mantém TGV, novo aeroporto, 3ª travessia

O ministro das Obras Públicas, António Mendonça. Foto JOAO RELVAS/LUSAMinistro das Obras Públicas reafirma todos os compromissos já assumidos pelo governo em matéria de infra-estruturas. Bloco de Esquerda critica decisão e defende que todo o programa de investimentos deve ser posto em causa.

 

O ministro das Obras Públicas, António Mendonça, garantiu hoje que o TGV Lisboa-Madrid, o novo aeroporto e a terceira travessia do Tejo vão avançar apesar das dificuldades orçamentais que o país atravessa.

A única excepção admitida é o projecto autoestradas do centro, que António Mendonça admitiu reavaliar, apesar de dizer que "não está em causa o projecto em si" e que a ligação entre Coimbra e Viseu é uma "prioridade que será mantida".

O ministro fez questão de "reafirmar todos os compromissos já assumidos pelo governo em matéria de projectos de infra-estruturas" e garantir que o executivo irá "honrar todos os seus compromissos". Assim, anunciou, as concessões rodoviárias que já foram objecto de adjudicação serão mantidas.

No caso da terceira travessia do Tejo, António Mendonça disse que "o relatório do júri já está no Ministério" e que as decisões "serão tomadas em tempo oportuno".

Quanto ao novo aeroporto, o ministro afirmou que se mantém o objectivo de entrar em operação em 2017 e os concursos devem ser lançados no Verão deste ano.

Bloco defende reorganização pública dos investimentos

Em reacção à conferência de imprensa de António Mendonça, o deputado Heitor de Sousa, do Bloco de Esquerda, defendeu que todo o programa de investimentos do governo deve ser posto em causa.

"De facto não há novidades significativas em relação a uma necessária, indispensável, reorganização pública dos investimentos que o país, na situação económica e financeira que atravessa, de grande dificuldade, exigiria", declarou.

Para o deputado bloquista, "uma boa parte dos investimentos públicos tem pressupostos que não correspondem a nenhuma das realidades sectoriais que se vivem ao nível dos transportes em Portugal".

Como exemplos, Heitor de Sousa apontou a concessão do terminal de contentores de Alcântara, o novo aeroporto de Lisboa e algumas das auto-estradas, questionando os pressupostos de tráfego que estão na base destas obras e lembrou que em Janeiro o ministro, na Comissão de Obras Públicas, prometeu que iria repensar as principais prioridades do investimento público, nomeadamente ao nível rodoviário.

"E, pelos vistos, as decisões que o ministro recentemente tomou sobre essa matéria, nomeadamente a concessão de uma nova autoestrada, do Pinhal Interior, que é a maior concessão que foi feita nos últimos anos em Portugal, indiciam que precisamente não houve nenhuma tentativa de repensar esses investimentos", disse.

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