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Governo encerra negociações com professores

O Governo mostra-se inflexível na defesa do seu modleod e avaliação de professores. Foto de arquivo da LusaO governo deu como encerradas as negociações sobre avaliação de professores para este ano lectivo, mantendo-se inflexível na defesa do seu modelo. O anúncio foi feito pelo secretário de estado Jorge Pedreira, que apelou aos sindicatos para aceitarem a "legitimidade democrática do Governo para governar". A Plataforma Sindical acusa o Ministério de teimosia e mantém agendada nova greve nacional para 19 de Janeiro.  


"Relativamente à avaliação do desempenho para este ano lectivo, as negociações terminaram e o Governo aprovará muito em breve todas as medidas e instrumentos legislativos e normativos que permitirão o desenrolar do processo de avaliação para este ano lectivo", anunciou Jorge Pedreira.

O secretário de Estado considerou a proposta de solução transitória para este ano lectivo apresentada ontem pelos sindicatos "um inaceitável regresso ao passado". E só deixa em aberto a possibilidade de "negociar a avaliação para os anos lectivos posteriores, como estava previsto no memorando de entendimento" que Ministério da Educação e sindicatos dos professores assinaram em Abril passado.

Em comunicado divulgado antes destas declarações, a Plataforma Sindical lamenta a intransigência e "teimosia" do governo, que não mostrou abertura para nenhum dos pontos da proposta de solução transitória que apresentaram. O governo "faz mal, pois os professores continuarão a manter suspenso um modelo que só pode ser defendido e imposto por quem já pôs de lado o interesse da Escola Pública e o direito dos alunos a um ensino de qualidade"

Os sindicatos já apelaram aos professores para que continuem a lutar nas escolas pela suspensão do processo de avaliação, subscrevendo um manifesto que será entregue ao Ministério no próximo dia 22 de Dezembro e que pretendem que seja "o maior abaixo-assinado alguma vez realizado" no sector.

Agendada está igualmente a greve nacional para o próximo dia 19 de Janeiro, não estando excluída a possibilidade de serem ainda retomadas, no segundo período de aulas, as paralisações regionais que a plataforma entretanto suspendeu.

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