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Generais birmaneses detidos por não disparar sobre monges

Monges budistasA Junta Militar birmanesa deteve 5 generais e mais de 400 soldados que se recusaram a disparar sobre os monges budistas que lideraram as manifestações contra o regime ditatorial do país, segundo declarações à imprensa internacional de um alto funcionário birmanês, que solicitou anonimato. O entrevistado salientou que muitos soldados pediram desculpa aos monges ao ter percebido que estavam a cometer “o maior dos pecados”, enquanto um número crescente de funcionários públicos vem mostrando a sua desconformidade  sobre a resposta violenta do regime aos protestos populares.

As autoridades militares afirmam que já foram libertados cerca de 1600 das 2700 pessoas (entre elas 573 monges) detidas durante os dias das manifestações. Segundo as autoridades, dez pessoas morreram em resultado de disparos ou golpes, enquanto os grupos de oposição referem entre duzentas  e duas mil mortes.

Por outro lado, o governo chinês tem vindo a dar algum suporte internacional às autoridades da Birmânia, rejeitando qualquer iniciativa do Conselho de Segurança da ONU por considerar que “as sanções ou a pressão não ajudarão a resolver o problema”. A China controla uma parte importante da economia birmanesa.

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