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Gaza: Israel continua o massacre, protestos crescem em todo o mundo

Funeral do dirigente do Hamas Nizar Rayan e da sua família - Foto Lusa/EPA
O massacre de Israel contra Gaza entrou na segunda semana: já morreram 437 pessoas e cerca de 2.500 ficaram feridas, 380 das quais debatem-se entre a vida e a morte.
A Amnistia Internacional denunciou a parcialidade dos EUA perante os ataques de Israel e a agência da ONU para a ajuda alimentar (PAM) diz que a Faixa de Gaza vive uma "situação alimentar assustadora".
Nesta Sexta feira, milhares de pessoas manifestaram-se contra os bombardeamentos de Israel, pelo menos em 15 países.

No sétimo dia de massacre, os bombardeamentos israelitas, aéreos e por mar, atingiram as cidades de Gaza e Refah, a localidade de Jan Yunes e o campo de refugiados de Jabaliya, onde foi destruída a nona mesquita. Os bombardeamentos provocaram a morte de três crianças numa rua de Jan Yunes e ainda a destruição de 15 casas de dirigentes do Hamas e de uma estufa para produzir alimentos no sul da cidade de Gaza.

Já neste Sábado Israel anunciou que matou Abu al-Jamal, um dirigente do Hamas, ao bombardear o carro em que seguia.

Segundo o ministério da Defesa de Israel, desde o início dos bombardeamentos a Gaza já foram lançados 360 rockets palestinianos que provocaram a morte de quatro pessoas.

A invasão terrestre da Faixa de Gaza por Israel pode acontecer durante este fim de semana. Segundo uma sondagem, a esmagadora maioria da população de Israel apoia os bombardeamentos, mas apenas menos de 20% concorda com uma invasão terrestre. Segundo uma sondagem do diário israelita Maariv a popularidade do ministro da Defesa e líder do partido trabalhista de Israel, Ehud Barak, subiu, mas as sondagens apontam que o Likud (oposição de direita) e o Kadima (também de direita e que encabeça o governo) têm os mais altos valores nas sondagens.

Perante a possibilidade da invasão terrestre, o líder do Hamas no exílio, Khaled Meshaal, afirmou em comunicado enviado à Al Jazeera: "o inimigo teve êxito no seu objectivo de destruir a infraestrutura da faixa, mas eu quero dizer às pessoas de todo mundo que em Gaza contamos com uma boa resistência. Os nossos recursos são limitados, mas a nossa vontade não". Meshaal acrescentou ainda: se Israel "cometer a estupidez de lançar uma ofensiva, aguarda-o um destino sombrio em Gaza".

Entretanto, multiplicam-se os protesto em todo o mundo contra os bombardeamentos israelitas. Nesta Sexta feira realizaram-se protestos em pelo menos 15 países: Turquia, Líbano, Indonésia, Afeganistão, Índia, Egipto, Irão, Bulgária, Suécia, Quénia, África do Sul, Áustria, Brasil, Chile, Colômbia. Na Cisjordânia dezenas de milhares de pessoas manifestaram-se contra os bombardeamentos e Israel cortou os acessos à Cisjordânia até Domingo. As maiores manifestações deram-se em Istambul na Turquia, 50.000 pessoas, e em Aman na Jordânia 40 mil.

Em Portugal, também estão já marcadas diversas acções de protesto para a próxima semana. Veja em agenda.

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