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Gaza: Incidentes põem em risco trégua

Palestinianos em Gaza ainda vítimas de ataquesA morte de um soldado israelita, provocada por explosivos detonados à passagem de uma patrulha na zona fronteiriça da Faixa de Gaza, levou a diversas retaliações das forças armadas de Israel, com ataques aéreos e artilharia, que provocaram a morte de um palestiniano e ferimentos em dois e mostraram como ainda é frágil o cessar-fogo em Gaza.

Nenhuma facção armada reivindicou o ataque, apesar de Israel afirmar ser obra do Hamas. Pouco depois, tanques israelitas abriram fogo na direcção do Sul da Faixa de Gaza e mataram um palestiniano. O ataque terá envolvido 20 tanques. Este foi o incidente mais violento desde o cessar-fogo decretado por Israel a 17 de Janeiro e pelo Hamas a 18, após uma invasão militar israelita que durou 22 dias e que provocou a morte de 1.300 palestinianos.

Israel fechou todos os pontos de acesso a Gaza depois do ataque, impedindo até mesmo a entrada de comboios de ajuda humanitária.

Entretanto, mediadores egípcios têm feito reuniões em separado com representantes de Israel e do Hamas para tentar negociar um cessar-fogo permanente.

O Hamas exige a reabertura das fronteiras de Gaza e o fim do bloqueio económico israelita.

Israel, por seu lado, exige o fim dos ataques com foguetes sobre o seu território e mais patrulhas da fronteira de Gaza com o Egipto para tentar impedir o contrabando de armas para o Hamas.

O incidente desta terça-feira coincidiu com a chegada do novo enviado dos EUA para o Médio Oriente, George Mitchell, à região.

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