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G20 adia medidas mais importantes

Manifetsação juntou 10 mil no dia do encerramento do G20 em PittsburghQuem esperava ver concretizadas em Pittsburgh as promessas da cimeira de Londres, pode continuar à espera. O combate aos paraísos fiscais e a taxação das transações financeiras continuam sem sair do papel, e nada será feito nos próximos tempos para tornar estas promessas realidade.

 

O grupo dos países mais industrializados, a que se juntam as economias emergentes, voltou a aprovar uma resolução cheia de boas intenções, mas sem prazos, metas e detalhes sobre a sua concretização. É o caso das medidas mais esperadas para evitar  regresso da alavancagem do sistema financeiro, por exemplo limitando os mercados de derivados "over the counter", que ficam adiadas para o fim de 2012. Também a limitação dos bónus milionários foi muito falada, mas no fim resumiu-se a uma recomendação a ser aplicada por cada país e sem qualquer penalização ou controlo sobre a sua não aplicação.

Quanto às tão propaladas penalizações aos off-shores que não colaborem com as entidades fiscais, são igualmente adiadas para o próximo ano. Como novidades da cimeira estão o reforço do poder de voto dos países em desenvolvimento no FMI, que passará de 43% para 48% até 2011. Por outro lado, a célebre taxa Tobin poderá finalmente ser aplicada, mas para financiar a intervenção do Estado no sistema bancário, embora tenha sido aprovada apenas uma recomendação para o FMI estudar as várias opções possíveis.

No encerramento da cimeira, Barack Obama defendeu que a economia não pode regressar ao modelo do passado. "Não podemos ficar à espera que rebente uma nova crise para cooperarmos", afirmou o presidente dos EUA. Um sinal de que o G20 tomou o lugar do G8 foi dado no comunicado final da cimeira: "Nós escolhemos o G20 como fórum principal para a nossa cooperação económica internacional".

Do lado de fora do encerramento da cimeira, mais de dez mil pessoas manifestaram-se com agendas muito diversas, desde o fim da guerra no Iraque e Afeganistão, a defesa do ambiente contra as alterações climáticas, a justiça social e os direitos das mulheres, entre muitos outros.

Na véspera, a polícia tinha dispersado com violência algumas manifestações, prendendo 66 activistas e ferindo 5 pessoas.

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