You are here

Função Pública: sindicatos prometem voltar à luta

Protesto da Frente ComumNa ronda suplementar de negociações com os sindicatos da função
pública, o Governo manteve-se inflexível, sublinhando que a proposta de
aumento salarial de 2,1 por cento é a mais "realista". Os sindicatos
acusam o governo de autoritarismo e afirmam que a reunião serviu apenas
para confirmar o mundo "irreal" do Governo. Ana Avoila anunciou que a
Frente Comum vai equacionar com os trabalhadores "todas as formas de
luta", inclusivé uma nova greve.
 

O secretário de Estado da Administração Pública aludiu aos "interesse nacionais" e ao realismo para justificar a manutençao da proposta de 2,1% de aumentos salariais para a função pública. "Era a proposta realista de acordo com as capacidades orçamentais do Estado, numa perspectiva de prossecução de interesses nacionais, mantendo, simultaneamente, os cumpromissos assumidos pelo Governo com os trabalhadores", considerou João Figueiredo.

À saída da reunião, a Frente Comum fez saber que vai equacionar com os trabalhadores todas as formas de luta, inclusive a greve. "A greve de sexta-feira foi um sucesso e um passo em frente e não vamos ficar por aqui, porque o Governo mantém uma postura de quero, posso e mando», afirmou Ana Avoila, adiantando que "vamos equacionar todas as formas de luta".

Também o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), que tinha pedido esta negociação suplementar, manifestou a sua desilusão. "Este autoritarismo não augura nada de novo para o futuro do país", adiantou Bettencourt Picanço, sublinhando que se tratou de uma reunião «frustrada».

Entretanto, a Fesap, a última estrutura sindical a ser recebida pelo Governo, disse que a reunião serviu apenas para confirmar o mundo "irreal" do Governo. "Ficámos a saber que os pensionistas estão numa situação boa, que não pagam nada, vivem bem; portanto, ficamos todos satisfeitos", ironizou Nobre dos Santos, sublinhando que "infelizmente, a realidade é outra".

Termos relacionados Política