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Flexissegurança é a destruição dos direitos dos trabalhadores

Mariana Aiveca e Luís Fazenda na sessão sobre Flexissegurança "O que nos querem implantar em Portugal é uma política laboral de salários reduzidos e flexibilidade total na retirada de direitos aos trabalhadores, é dado adquirido que frente a este relatório o Código de Bagão Félix é muito pouco", denunciou Mariana Aiveca ontem durante o Encontro do Bloco de Esquerda "Socialimo 2007". A esquerda socialista está confrontada com este monstro e há que responder a esta política combatendo-a, disse ainda a deputada do Bloco. "Os combates fazem-se como nos comboios, com estações e apeadeiros servindo sempre o sentido destes passageiros, numa luta diária e constante pela defesa de uma vida digna".  Clique aqui para ler a cobertura do Fórum "Socialismo 2007"

Mariana Aiveca abordou ainda a forma de encontrar caminhos de resposta à Flexisegurança, assunto que já tinha sido discutido no IV Encontro do Trabalho do BE e que vai ocupar os tempos mais próximos.

Falou também da era da Globalização e do Capitalismo, que leva às deslocalizações de multinacionais, uma demonstração do poderio do Capital. O retrocesso nos direitos do trabalho que este novo Código nos traz, foi a razão pela qual o BE efectuou no ano passado a Marcha pelo Emprego.

A Flexisegurança teve inicio na Dinamarca, mas diferenças existentes entre este país e Portugal são enormes. Na Dinamarca há uma protecção social muitíssimo maior, o desempregado tem direito a quatro anos de subsídio de desemprego, recolocação dentro deste tempo em novos postos de trabalho, embora este país se mantenha fiel aos princípios do liberalismo.

Luís Fazenda, líder parlamentar do Bloco de Esquerda, foi no mesmo sentido da oradora anterior, acrescentando que todos os chefes dos Governos da Europa falam da Flexisegurança e da Flexibilidade de interesses. Este sistema acarreta vários perigos em relação á nossa capacidade de luta contra esta mobilidade já muito conhecida por nós, com a grande percentagem dos trabalhadores em regime de precariedade.

O actual Código de Trabalho procura em nome da mobilidade atacar o direito ao pleno emprego e á estabilidade do mesmo, dividir precários de efectivos, financiar as empresas permitindo a rotação rápida da sua mão-de-obra. Para Luís Fazenda, trata-se de um embuste com grande carga demagógica e divisionista que não consagra o direito ao trabalho mas sim a obrigação de trabalhar.

Depois de algumas intervenções da assistência e da confrontação entre o desemprego e a quantidade de Imigrantes que vêem para o nosso pais, Luís Fazenda informou que a Imigração neste momento está a baixar derivado ás más condições e falta de trabalho, maus ordenados e falta de formação profissional que existe no nosso pais.

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