You are here

Fósforo branco

ISRAEL ACUSADO DE USAR ARMAS QUÍMICAS NO LÍBANO
libanodestruicao060827Pelo menos três corpos com "sinais claros" de terem sido atingidos por bombas de fósforo branco entraram nas últimas semanas no hospital Dar el Amal, em Baalbeck, Líbano, segundo informações recolhidas pelo El País. O chefe das urgências do hospital, Hussein Mahmoud el Chel, descreveu os cadáveres como não tendo qualquer ferida externa, apresentando-se totalmente contraídos e com uma cor de pele esverdeada - tudo características que podem ter sido provocadas por um ataque com esta substância cujo uso é totalmente proibido contra seres humanos.

De acordo com o dr. Mahmoud, os corpos vinham do povoado de Brital, situado no vale oriental do Bekaa, um dos bastiões do Hezbollah. Especialistas libaneses levaram amostras para Beirute, de onde seguiram para um laboratório de investigação de armas químicas em Paris.

Esta é a segunda vez que se fazem acusações de uso de armas químicas por parte de Israel no conflito do Líbano. Denúncia semelhante foi feita há um mês, mas ainda não existem provas concludentes.

O que há sim é provas que Israel usou contra civis uma outra arma proibida: bombas de fragmentação. Um relatório das Nações Unidas afirma que Israel usou este tipo de armas em 249 locais no sul do Líbano durante a última guerra. A Human Rights Watch já tinha divulgado esta denúncia, quando estes engenhos mataram 12 pessoas numa pequena localidade libanesa. O Departamento de Estado norte-americano abriu uma investigação sobre a utilização deste tipo de bombas, que são de fabrico americano e que teria violado acordos secretos entre os dois países, segundo fontes militares ouvidas pelo New York Times.

Termos relacionados Internacional