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Etiópia-Somália

CONFLITO AMEAÇA ALASTRAR A TODO O CORNO DE ÁFRICA
somaliaAviões etíopes bombardearam o aeroporto de Mogadíscio, capital da Somália, inutilizando-o. Um porta-voz do governo da Etiópia reconheceu a autoria do ataque, dizendo que foi desferido par "evitar os voos proibidos pelo governo de transição da Somália." As autoridades etíopes apoiam o governo de transição da Somália, que tem a sua desde em Baidoa, a 245 quilómetros de Mogadíscio. A capital da Somália foi tomada pelas milícias islamistas. A Somália tem dois governos adversários: o fraco e internacionalmente reconhecido como governo de transição, sediado em Baidoa, e as forças islâmistas, um movimento popular que controla boa parte do país, inclusive a capital. Desde que os islamistas chegaram ao poder, em Junho, a Etiópia está cada vez mais envolvida com a política interna da Somália, na tentativa de proteger o governo de transição do avanço das forças islâmicas.

A disputa entre os dois grupos acirrou-se na semana passada. A Etiópia detém a mais poderosa força militar da região, treinada e fundada com ajuda norte-americana. A Casa Branca apoia a decisão etíope de enviar soldados à Somália, pois crê que é a melhor maneira de deter a expansão do poder islâmico, que os norte-americanos acusam de abrigar terroristas. O conflito ameaça estender-se a toda a região do chamado Corno de África, porque a Eritreia, velha inimiga da Etiópia, apoia as forças islâmicas.

A Etiópia anunciou ontem a decisão de passar à ofensiva para, segundo afirma, defender-se das possíveis infiltrações dos milicianos islâmicos no seu país. A verdade é que há cálculos de que já sejam mais de dez mil os soldados etíopes em território somali.

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