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"Estradas de Portugal, a maior marosca orçamental para 2008"

Louçã exibe relatório da auditoria do Tribunal de Contas,Francisco
Louçã afirmou em conferência de imprensa que a
estratégia do governo constitui "a maior marosca da política
orçamental" para 2008 e acusou o governo de Sócrates:
"tem mandato até 2009, está a entregar a uma empresa
metade pública metade privada [as Estradas de Portugal] o monopólio de um século
de poder sobre as estradas".

O
coordenador da comissão política do BE divulgou também
o relatório da auditoria do Tribunal de Contas, divulgado pelo
jornal Sol, e acusou o ministro Mário Lino de "fugir às
responsabilidades", quando, mentindo, afirmou desconhecer o
relatório.

Em
conferência de imprensa realizada neste Domingo, Francisco
Louçã afirmou que a questão da Estradas de
Portugal é "o grande debate com José Sócrates
sobre as questões orçamentais para 2008".

E,
concretizando, criticou que "o Orçamento de Estado que
vai ser votado e aprovado quinta-feira prevê a retirada de 600
milhões de euros aos impostos do Estado que vão ser
entregues a uma empresa de capitais parcialmente privados que ainda
não existe". F. Louçã alertou também
que poderão vir a ser cobradas portagens nos IPs e ICs e
acusou: "O Governo vai alterar por completo a regras dos
pagamentos das estradas e está a fazê-lo de forma
manhosa".

Na
conferência de imprensa o Bloco de Esquerda distribuiu uma nota sobre o relatório do Tribunal de Contas, onde salienta cinco questões no quadro
devastador da gestão e estratégia da Estradas de
Portugal, feito pelo TC: contas obscuras, ajustes directos sem
controlo, privilégio ao BCP, abuso contra as pessoas e um novo
imposto fora da lei.

O
coordenador da Comissão Política do BE afirmou: "o
Governo diz que não conhece o relatório, mas no
relatório aprovado a 25 de Outubro pelo Tribunal de Contas
está incluído o contraditório, a resposta ao
relatório prelimininar, tanto das Estradas de Portugal como do
gabinete do ministro das Obras Públicas, de 13 e 14 de
Setembro".

F.
Louçã concluiu: "O ministro procurou, perante o
incómodo que lhe causa que uma empresa que tutela tenha contas
atamancadas e baseadas no princípio da obscuridade, fugir às
suas responsabilidades".

Notícia
anterior no esquerda.net, Estradas de Portugal: gestão e nova
taxa estão em causa

Artigo
de F. Louçã Estradas
privadas?

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