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Equador: Correa anuncia renegociação da dívida

equadorlusapicwebO economista de esquerda Rafael Correa, de 43 anos, assumiu a Presidência do Equador anunciando que vai promover a renegociação da dívida externa do país e que vai realizar um referendo para decidir sobre a convocatória de uma Assembleia Constituinte.
"O Equador é um dos cinco países latino-americanos com menos investimento social por habitante. É necessário reverter essa situação, e para isso é preciso libertar recursos de outras áreas e basicamente do peso insuportável da dívida externa", disse Correa, em discurso no Congresso. "Por isso, faremos uma renegociação soberana e firme da dívida externa equatoriana."

O novo presidente do Equador propôs "uma acção coordenada dos países devedores para redefinir o critério de sustentabilidade do serviço da dívida, determinar a dívida externa ilegítima e promover a criação de um Tribunal Internacional de Arbitragem da Dívida".

De acordo com o Banco Central equatoriano, a dívida externa pública do país chegava em Novembro a US$ 10,3 mil milhões, o equivalente a 25,3% do Produto Interno Bruto (PIB).

O referendo para decidir sobre a Constituinte será no dia 18 de Março.

O mandato de Correa é de quatro anos, sem direito a reeleição. O Equador atravessa dez anos de instabilidade política: nenhum dos últimos três presidentes eleitos conseguiu terminar o mandato. Todos foram afastados pelo Congresso após protestos.

Correa usou palavras duras em relação ao actual Parlamento: "O Congresso Nacional, supostamente a máxima expressão da democracia representativa, não é percebido pela cidadania como seu representante. Pelo contrário, a sua perda de credibilidade reflecte o desencanto de milhões de homens e mulheres que anseiam por mudanças", disse.

O presidente disse que seu governo terá cinco eixos: "revolução constitucional", "luta contra a corrupção", "revolução económica", "revolução em educação e saúde" e "resgate da dignidade, soberania e busca da integração latino-americana".

Praticamente todos os presidentes da região compareceram à posse, com excepção de Néstor Kirchner (Argentina) e Tabaré Vázquez (Uruguai).

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