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Enriquecimento de urânio

IRÃO DESAFIA ONU E AMPLIA PROGRAMA NUCLEAR
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Em desafio ao Conselho de Segurança da ONU, o Irão anunciou que vai acelerar o seu programa nuclear, pondo em funcionamento 3000 novas centrifugadoras, e que vai cooperar menos com a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA). Ontem o Conselho aprovou por unanimidade a imposição de sanções tecnológicas e financeiras contra o Irão.

A resolução 1737, apresentada pelo Reino Unido, França e Alemanha e adoptada por unanimidade pelos 15 membros do Conselho de Segurança, exige a Teerão que suspenda as suas actividades de enriquecimento de urânio num prazo de 60 dias. Para forçar o seu cumprimento, a resolução impõe um embargo à venda de materiais e de tecnologia que possam contribuir para o programa nuclear ou de mísseis iraniano. Congela ainda os fundos de dez empresas e de 12 indivíduos relacionados com esses programas. Se o Irão se recusar a cumprir a resolução num prazo de 60 dias, o Conselho adverte que irá adoptar novas medidas (afirmando, porém, que não são militares).

A Casa Branca queria uma resolução mais dura, mas China e Rússia opuseram-se. Para obter os votos destes dois países, a resolução deixou cair um bloqueio às viagens internacionais de membros do governo iraniano ligados ao programa nuclear e especificou quais são os itens e tecnologias envolvidos no embargo.

O Irão voltou a afirmar que o seu programa nuclear é legal e que tem fins exclusivamente pacíficos. "Lamento que o Conselho de Segurança tenha perdido a oportunidade de manter amizade com a nação do Irão. Deveria saber que não pode atingir em nada a nação do Irão", disse o presidente Mahmud Ahmadinejad. "Têm de aceitar que o Irão tem tecnologia para produzir combustível nuclear. E vai comemorá-lo no próximo aniversário da revolução islâmica de 1979 em Fevereiro", disse ainda o presidente.

"O programa nuclear iraniano tem o apoio de todas as autoridades e dos intelectuais do país, bem como da opinião pública, e por isso a medida ilegal dos EUA e da Inglaterra no Conselho de Segurança apenas fortalecerá a vontade nacional dos iranianos", diz uma nota governamental transmitida pela agência iraniana ISNA.

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