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Eleições afegãs sob ataque talibã

Eleições afegãs realizaram-se num clima de medo dos atentados. Foto Canada en Afghanistan/FlickrCinquenta pessoas morreram durante o dia das presidenciais no Afeganistão, em resultado de 130 ataques, segundo informou o governo de Cabul. Para diminuir a abstenção, o governo proibiu as notícias sobre os atentados enquanto decorreu a votação. Os resultados devem ser anunciados em meados de Setembro.

 

Os números das vítimas dos incidentes estão a ser divulgados pela agência EFE, que confirmou a morte de oito soldados, nove polícias, nove civis e 24 supostos talibãs, mortos em tiroteios com as forças de segurança.

Apesar dos atentados, o secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, já classificou as eleições desta quinta-feira como  "um sucesso" do ponto de vista da segurança. "A situação foi hoje melhor do que esperávamos", afirmou Rasmussen numa declaração à imprensa em Bruxelas.

As eleições afegãs chamaram às urnas os 17 milhões de eleitores para escolherem o presidente do país entre 34 candidatos, bem como os 420 membros dos conselhos das 34 províncias. O aparato de segurança em redor das mesas de voto foi enorme, face às ameaças da guerrilha talibã de sabotar o acto eleitoral. Um porta-voz do ministério da Defesa disse que 300 mil pessoas, entre militares afegãos e da NATO, estiveram envolvidas na operação.

Apesar do dia ter ficado marcado pela violência, o governo afegão e o enviado norte-americano Richard Holbrooke apressaram-se a dar os parabéns aos afegãos logo após o fecho das urnas.

Enquanto o presidente Karzai, que se recandidata a um novo mandato, felicitou os eleitores "que desafiaram as bombas, os morteiros e as intimidações" para votar, o seu principal adversário e ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Abdullah Abdullah considerou "insatisfatória" a participação eleitoral na capital afegã.

As acusações de fraude por parte de vários candidatos também se ouviram durante o dia, e os próprios observadores norte-americanos, como Holbrooke, disseram aos jornalistas que no que respeita à transparência da eleição, "o teste será na contagem dos votos. Se a vontade do povo for frustrada, isso acontecerá na contagem".

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