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Derrota republicana

SENADO À ESPERA DE DOIS ESTADOS

presidente_ee_uu_george_w_bush_mujer_lauraDepois de 12 anos de maioria republicana, os democratas têm garantida uma folgada vitória na Câmara dos Representantes. Os republicanos perderam, só nesta eleição, 28 congressistas. Já para saber quem controla o Senado tudo continua dependente dos resultados finais nos estados de Montana e Viriginia, em que se verificam, por enquanto, empates. Sem contar com os estados pendentes, os republicanos perderam 4 senadores, tendo ficado, por enquanto, com 49, o mesmo número de assentos que os democratas. Se cada um ganhar um destes estados, a Câmara Alta ficará dividida a meio, o que favorece os republicanos, já que será o vice-Presidente Dick Cheney a desempatar. Caso haja vitória democrata nas duas, o senado será deles. Mas a a política externa ficará dependente de Joe Liebermen (Connecticut), eleito como independente, sobretudo com voto republicano, e incluido na bancada democrata - partido de que faz parte.  Lieberman tem apoiado a intervenção militar no Iraque.

É a primeira vez, desde 1994, os republicanos perdem o controlo da câmara baixa do congresso. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, mostrou-se desiludido com o resultado. Várias sondagens eleitorais realçaram que estas eleições funcionaram como um referendo sobre a guerra do Iraque, e que 60% dos eleitores desaprova a condução da guerra feita pela administração norte-americana.O porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, afirmou que estes resultados não eram os esperados. Nestas eleições, estavam em disputa 435 lugares da Câmara dos Representantes, 33 dos 100 lugares do Senado e 36 dos 50 governadores. Os republicanos perderam seis governadores.Os democratas mostraram-se muito satisfeitos com os resultados eleitorais. A congressista da California Nancy Pelosi, líder dos democratas na Camera dos Representantes e que provavelmente sera a primeira mulher a presidir essa camera, afirmou que "esta noite era uma grande vitória para os americanos" e que os democratas têm um claro mandato para fazer mudanças, acrescentando que não se pode persistir no "rumo catastrófico no Iraque".

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