You are here

Depois de novo ataque, ONU suspende operações em Gaza

Funcionário da UNRWA carrega um saco de farinha para um armazém no campo de refugiados de Shati, Faixa de Gaza. Foto de EPA/ALI ALIA Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina (UNRWA) anunciou a suspensão das suas operações na Faixa de Gaza depois de um comboio de camiões da instituição ter sido atacado por soldados israelitas, que mataram um motorista. Segundo Adnan Abu Hasna, porta-voz da agência, "os camiões estavam perfeitamente identificados" e a deslocação do comboio fora coordenada com o comando militar israelita.

O comboio dirigia-se ao posto de fronteira de Erez para carregar ajuda humanitária que seria entregue durante a trégua de três horas. Além do motorista morto, dois outros funcionários locais da agência ficaram feridos.

Para Richard Miron, da ONU, o ataque "põe em evidência a insegurança que reina no interior de Gaza, num momento em que estamos a tentar responder às necessidades humanitárias da população da Faixa". Todos os comboios para Erez e Kerem Shalom, que têm sido os principais postos de fronteira usados para trazer ajuda humanitária para Gaza, foram suspensos depois do incidente.

"Não podemos continuar a operar desta maneira. O que pedimos ao Exército israelita é que deixe trabalhar os agentes humanitários", disse outro membro da UNRWA, Francesc Claret, à agência Efe.

Para complicar ainda mais a situação dificílima da população de Gaza, o sistema de saúde está à beira do colapso, como denunciou Fadela Chaib, porta-voz da Organização Mundial de Saúde (OMS): "O colapso dos centros hospitalares é inevitável se não forem tomadas medidas imediatas para reforçá-los e protegê-los", disse.

Os fornecimentos médicos acumulam-se nos postos de fronteira, sem condições de fazê-los chegar aos hospitais; o pessoal sanitário está exausto depois de quase duas semanas a tratar de feridos sem descanso.

"Não há camas suficientes nos serviços de emergência nem unidades de cuidados intensivos nos hospitais, as salas de operações são insuficientes assim como o pessoal", apontou Chaib.

Segundo a OMS, o Ministério da Saúde palestiniano informou a morte de 21 trabalhadores de saúde devido aos ataques, 30 ficaram feridos e 11 ambulâncias foram atingidas.

Termos relacionados Internacional