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Defesa do Acordo de Empresa

METRO DE LISBOA DE NOVO EM GREVE
metropolitano060921O Metro de Lisboa volta a fazer greve hoje de manhã até às 11h, pela quarta vez este ano. Os sindicatos temem que o fim do Acordo de Empresa (AE) em vigor abra caminho à precariedade laboral, com a celebração de contratos individuais de trabalho que não assegurem os direitos dos trabalhadores e possam pôr em causa a própria segurança. As tentativas de conciliação no Ministério do Trabalho fracassaram.

Em declarações à imprensa, o dirigente da Federação dos Sindicatos dos Transporte Rodoviários e Urbanos (FESTRU) Diamantino Lopes indicou, a título de exemplo, que o AE estabelece um máximo de três horas de condução para os maquinistas e que já em 2001 houve a tentativa de aumentar este tempo para o dobro: "Foi-nos feita essa proposta a troco de mais algum dinheiro, mas os trabalhadores recusaram porque o dinheiro não é tudo." Para o sindicalista, o trabalho rotineiro - condução em galerias - em tempo excessivo pode dar azo a acidentes. "A segurança está em primeiro lugar", disse.

O conselho de gerência do Metro, por seu lado, tornou público na semana passada um comunicado em que se afirmava disposto a negociar e considerava não haver motivo para as greves. Mas a FESTRU afirma que não lhe foi apresentada qualquer nova proposta, como ficara decido em sede de concertação.

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