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Crise política agudiza-se no Líbano

Foto KERARNO/FlickrPela quinta vez num ano, foi adiada a sessão parlamentar para escolher um novo presidente para o Líbano. Mas a Constituição prevê que o actual chefe de Estado, Emile Lahoud, tenha de abandonar o posto até à meia-noite de sexta, e só lhe deixa a alternativa de entregar o poder a Fouad Siniora, o chefe de governo que o presidente considera "ilegítimo".
À falta de quórum para reunir uma maioria necessária para a escolha de presidente, o parlamento libanês volta a reunir a 30 de Novembro. Dividido entre as facções pró-Síria e anti-Síria, o parlamento libanês tem sido o palco de intensas negociações que envolveram mediadores dos governos de Espanha, França e Itália nos últimos dias, sem que exista acordo à vista.

Uma das soluções avançadas será a transmissão dos poderes presidenciais ao chefe do exército, Michel Sleimane, que goza de alguma popularidade entre os dois campos políticos em disputa, e pemitiria evitar o cenário de guerra civil.

Caso o acordo não seja alcançado, a maioria parlamentar (anti-Síria) pode tentar eleger um presidente sem o quórum necessário, agudizando a tensão existente. Os anti-sírios acusam a oposição de querer um presidente alinhado com a Síria e o Irão, enquanto a oposição acusa a maioria de querer escolher um presidente obediente aos EUA.

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