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Crise na CML: Fontão de Carvalho diz que se mantém com o apoio de Carmona Rodrigues

Fontão de Carvalho na conferência de imprensa - Foto da LusaO vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fontão de Carvalho, deu ontem uma conferência de imprensa onde afirmou que se vai manter em funções e que tem o apoio de Carmona Rodrigues nesta sua decisão. Fontão de Carvalho foi acusado do crime de peculato por ter autorizado o pagamento indevido de prémios de produtividade em 2004 e 2005 a administradores da EPUL.

Segundo o JN de hoje, uma "fonte da direcção do PSD" afirmou ao jornal que Marques Mendes considera que a acusação ao vice-presidente da CML não justifica a suspensão do mandato. Para esta fonte da direcção do PSD este é um caso muito diferente da acusação que recai sobre Gabriela Seara.

O vereador José Sá Fernandes, que fez em 8 de Setembro de 2006 a participação ao Ministério Público sobre os prémios indevidos aos administradores da EPUL, afirmou que o vice-presidente deve abandonar o cargo, que Carmona Rodrigues se deve demitir e que a situação actual da Câmara de Lisboa é de "descrédito absoluto".

O vereador do BE estranhou que Fontão de Carvalho tivesse omitido que era arguido neste processo há mais de um mês. "É extraordinário que hoje ainda não tenha contactado e falado com os vereadores sobre esta matéria", sublinhou, adiantando que irá pedir a marcação de uma reunião de câmara extraordinária a realizar imediatamente", para debater os acontecimentos.

Também o vereador do PCP Ruben de Carvalho estranhou que Fontão de Carvalho tenha "sido constituído arguido em Novembro e ter escondido essa informação".

Fontão de Carvalho, questionado sobre esta omissão, afirmou na conferência de imprensa: "Não omiti. Nunca ninguém me perguntou. O que me questionaram foi sobre o processo da Bragaparques e nesse não fui constituído arguido".

Em conferência de imprensa, ao final da noite de ontem, nos Paços de Concelho, o vice-presidente sustentou: "Considero que me devo manter no exercício das funções para as quais fui eleito e de que muito me orgulho". Fontão referiu-se a esta decisão como "pessoal" sublinhando que Carmona Rodrigues, lhe transmitiu a sua "inteira solidariedade" nesta matéria.

Sobre o facto de Gabriela Seara, ex-vereadora do Urbanismo, ter suspendido o mandato depois de ter sido constituída arguida no processo respeitante ao Parque Mayer, Fontão afirmou estar-se perante "casos de gravidade diferente".

A investigação do DIAP visou os prémios de alegada produtividade que os administradores da EPUL se auto-atribuíram em 2006, mas que correspondem aos anos de 2004 e 2005, e que foram autorizados pelo vice-presidente, enquanto vereador com o pelouro das empresas municipais

Para além de Fontão de Carvalho foram também acusados: Eduarda Napoleão (ex-vereadora do Urbanismo de Santana Lopes), Luísa Amado (ex-administradora que colocou o lugar à disposição no final do ano), Arnaldo Carvalho João (administrador da empresa há mais de uma dezena de anos) e Aníbal Cabeça (ex-administrador da EPUL).

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