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Crise do CDS já envolve agressões

cdslusapic_webA presidente do Conselho Nacional do CDS-PP, Maria José Nogueira Pinto, acusou ontem o deputado Hélder Amaral de a ter agredido fisicamente no final da reunião do conselho, magoando-a nas costas e no ombro. Nogueira Pinto acusou Paulo Portas de instigar o clima de "coacção física, violência verbal e agressão física" na reunião de domingo, e admitiu abandonar o partido caso Portas regresse à liderança. O líder do partido, José Ribeiro e Castro, garantiu que irá bater-se tenazmente contra qualquer assalto ao poder.

"O dr. Paulo Portas trouxe para dentro do partido o pior da memória do PREC", acusou a presidente do Conselho Nacional, alertando que toda a reunião foi filmada e gravada.

"Ontem, o que se passou, instigado pelo dr. Paulo Portas, é uma indignidade para o partido e para a democracia portuguesa", afirmou. "Questiono-me se a direita democrática e a democracia-cristã se reviu num partido que resolve os seus problemas com impropérios, violência verbal e agressões físicas", disse, acusando ainda Portas de ferir o património do partido. "Neste momento, o partido está a ser assaltado", sublinhou.

Nogueira Pinto reiterou que as eleições directas, pretendidas por Paulo Portas, foram aprovadas mas só poderão ser ratificadas em Congresso, devido ao requerimento de Leiria, que reuniu as mais de mil assinaturas necessárias à convocação de um Congresso.

Num dia marcado pela troca de acusações entre os partidários de Portas, de um lado, e de Ribeiro e Castro e de Nogueira Pinto, do outro, o deputado Telmo Correia acusou estes últimos de estarem desesperadamente agarrados ao poder.

O Conselho Nacional do CDS-PP determinou domingo a convocação de um Congresso, com base no requerimento de Leiria, mas Paulo Portas reclamou a vitória da sua proposta de directas imediatas, que obteve 65% dos votos dos conselheiros nacionais.

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