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Costa acusa PSD de irresponsável e mantém proposta de empréstimo

António Costa fala aos jornalistas na conferência de imprensa de 3 de Dezembro de 2007.  Foto de MÁRIO CRUZ/LUSAO presidente da CML, António Costa, considerou inviável e extemporânea a proposta do PSD para o saneamento das contas da autarquia e disse acreditar que o bom-senso vai prevalecer. A Assembleia Municipal decide hoje se aprova a proposta de Costa de contratar um empréstimo de 500 milhões de euros para pagar dívidas a fornecedores. O PSD, que tem maioria na Assembleia, promete chumbá-la.

 

O plano alternativo social-democrata é contratar um empréstimo de 143 milhões de euros. Seria, além disso, criado um "fundo de reestruturação municipal" com uma dotação de 357 milhões de euros, que resultaria de um segundo empréstimo de 57 milhões de euros, da alienação de património municipal, de participações da Câmara até um tecto de 25 milhões de euros e de um plano de poupança orçamental na ordem dos 50 milhões de euros.

"Não faz sentido, cinco meses depois de eleições que resultaram de uma crise financeira, de uma crise política e de uma crise de credibilidade, retomarmos o cenário da crise", reagiu António Costa.

António Costa admitiu, na semana passada, apresentar a demissão, caso os deputados municipais do PSD rejeitassem a solução do empréstimo de 500 milhões de euros. Ontem, disse estar "mais confiante do que anteriormente de que a Assembleia Municipal viabilizará a proposta".

Mas o da distrital social-democrata, Carlos Carreiras, reiterou a intenção de chumbar a proposta.

"Se António Costa insistir em levar a proposta que tem, a nossa votação será contra", afirmou, acrescentando que "a comissão política distrital do PSD irá recomendar aos deputados municipais disciplina de voto e quem não cumprir deve assumir a responsabilidade política".

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