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Congresso dos EUA limita impunidade aos mercenários no Iraque

Mercenários da BlackwaterA Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou por larga maioria, contra a vontade da administração Bush, que as empresas de segurança privadas que trabalhem no Iraque e noutras zonas de conflito estão sujeitos à lei americana, sendo o FBI quem investigará os abusos.
Esta lei foi agora aprovada na sequência dos acontecimentos de 16 de Setembro passado, quando os mercenários da Blackwater dispararam indiscriminadamente sobre a população em Bagdad e o governo iraquiano proibiu as actividades da empresa, mas recuou quatro dias depois. Segundo o Washington Post, um relatório do exército dos EUA confirma que os mercenários dispararam sem ser provocados, as pessoas sobre as quais dispararam não estavam armadas, nem ninguém disparou sobre eles. A lei foi aprovada na Câmara de Representantes por 389 votos a favor e 30 contra.

A nova lei estabelece que qualquer empregado de uma empresa de segurança privada que trabalha no estrangeiro e cometa um delito, que se fosse cometido nos EUA acarretaria uma pena igual ou superior a um ano de prisão, fique sujeito às leis norte-americanas. Será o FBI quem fará as investigações, devendo para isso destacar unidades para as diferentes zonas onde os Estados Unidos estão envolvidos em guerra e onde existam estes mercenários.

A administração Bush queria manter a total impunidade, apesar desta lei não exigir que os mercenários respeitem a lei dos países, onde estão.

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