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CML: acordo de última hora afasta crise

António Costa. Foto LusaO PS e o PSD chegaram a acordo em relação a um novo plano de saneamento financeiro da Câmara Municipal de Lisboa. O acordo envolve um pedido de empréstimo de 400 milhões de euros à banca - menos 100 milhões do que a proposta aprovada originalmente pela Câmara, e mais 257 milhões do que a distrital do PSD propunha. Ficou assim afastada a crise que ameaçava a Câmara, com António Costa a ameaçar demitir-se se o PSD usasse a sua maioria na Assembleia Municipal para chumbar a proposta da Câmara.

A solução de compromisso, que prevê a separação do montante em duas tranches de 360 e 40 milhões de euros, foi avançada por Domingos Pires (PSD), presidente da junta de freguesia de Benfica, durante a reunião da Assembleia Municipal.

Apesar da orientação de voto dada pela direcção do PSD, os socialistas acreditavam na dissidência de alguns deputados municipais sociais-democratas. Mas durante a sessão tornou-se claro que isso não iria acontecer, forçando o executivo socialista a aceitar um compromisso.

Depois da intervenção Domingos Pires, António Costa perguntou se essa seria a posição oficial do PSD, mostrando disposição para chegar a acordo em torno dela. Os trabalhos foram interrompidos a pedido da bancada do PSD, tendo pouco depois todos concordado com a proposta de 400 milhões de euros.

Antes, a situação estivera tensa, com trocas de acusações entre António Costa o vice-presidente da bancada municipal do PSD, Jorge Penedo. António Costa questionou como podia o PSD, "responsável por 98,2% da dívida, inviabilizar o seu pagamento".

Jorge Penedo replicou acusando Costa de "nada ter feito durante dois meses para chegar a um compromisso com o PSD, sabendo que os sociais-democratas se opunham à contratação de um empréstimo de 500 milhões de euros".

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